sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Dicionário Social

 

Dicionário Social

 

Bigamia - casamento com uma pessoa, enquanto ainda é legalmente casada com outro.

Forâneo – o que é de fora. Mulher homem ou criança…

Poliandria -  mulher é ligada a dois ou mais maridos - no Tibete, no Ártico Canadense, no Nepal, Butão e Sri Lanka.

Poliginia - homem de contrair matrimónio com mais de uma esposa.

Pseudociese - é um quadro no qual a mulher apresenta os mesmos sintomas de uma gravidez, porém não se apresenta gestação. Este mal psicológico, ou traumas socio ambiental está  referido nas cortes europeias. 

 Asnada - récua  / conjunto de asnos

Acirologia -    é uma palavra imprópria, que pode  substituir por outra para ser  mais delicado. Temos o exemplo de restos mortais em vez de cadáver.

Aférese - é a supressão de Zé em vez de José / é uma interpretação súbita a meio de uma frase, por não querer ou não ser capaz de prosseguir o discurso… - (…) ???????

Aposiopese - Reticência ou interrupção intencional no discurso.

 

Canadas Reais -  rotas da transumância- afluíam muitos rebanhos

 Exsurgência - ( local onde se inicia um curso de água) – Alviela como exemplo.

Etnomasoquismo- é uma das principais patologias sociais de nossa época. Segundo Guillaume Faye, etnomasoquismo é:"A tendência a considerar com um senso de culpa e um senso de desvalor o próprio grupo étnico, o próprio povo. Etnomasoquismo é similar a sentir vergonha de si mesmo e ao auto-ódio, ou  pode ser definido como um racismo contra sua própria etnia.

Estereotomia – Estudo das pedras.

Estereotipador -- O que estereotipa.

 Farmacopeia -Portuguesa  -  define e estabelece as normas e requisitos técnicos a que devem obedecer as matérias-primas, substâncias de uso farmacêutico.

Negacionista – é  uma pessoa geralmente materialista e ligada apenas aos acontecimentos mais recentes da sociedade industrial, não consegue realizar uma perspectiva de passado e nem enxergar tudo aquilo que está em sua volta, visto que as cidades europeias são extremamente belas e ricas em arquitectura.

Mitomania: distúrbio de personalidade onde o paciente possui uma tendência compulsiva pela mentira.

 Prosopografia - investigação das características comuns do passado de um grupo de atores na história através do estudo colectivo de suas vidas- formular um conjunto uniforme de questões sobre nascimento e morte, casamento e família, origens sociais e posições económicas herdadas, lugar de residência, educação, tamanho e origens das fortunas pessoais, ocupação, religião, experiência profissional etc. uma variante de estudo sociológica.

Pseudolalia:  ato inconsciente do vício de mentir

. Pode funcionar como um mecanismo de autodefesa ou ser o resultado de uma profunda insegurança emocional, além de traumas de infância. Pode ser uma fuga à verdade, causando uma repetição compulsiva.

Pormenores da estereotomia – ciência que trata  do corte  e da divisão  das pedras ou sólidos  empregados na construção civil. Emprega-se  na analise  no estudo e analise de pedras e do seu encaixe entre si. Pedras verdadeiramente singulares

Paleontologia - biológo ou geólogo responsável pelos estudos da ciência denominado de paleontólogo. Especialidade da biologia que estuda a vida do passado da Terra e o seu desenvolvimento ao longo do tempo geológico, bem como os processos de integração da informação biológica no registro da formação dos fósseis.

Etimologia (Origem de uma palavra. = ÉTIMO que se atribui a Pombal – do latim medieval Columbarium (  kɒləm ˈ b ɛər i . əm  ) o mesmo que Pombal.

Local de urnas funerárias, ou contendo restos cremados do falecido sepultado no subsolo ou não, porque muitas vezes eram construídos nas estruturas das igrejas.

Também pode ode significar as caixas de nidificação dos pombos.

 Orquiepididimite -  inflamação nos testículos

"Diacronia", sua evolução no tempo, por oposição a sincronia.

Diatópico - Que se distribui ou se diferencia de forma geográfica.

 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Valentim Pereira de Carvalho , e fadista Maria Alice

 

Valentim de Carvalho

 Sebastião Nunes de Carvalho (n. 22/04/1860; f. 06/03/1936) casou no Maxial a 23/03/1887 com Eulália Pereira Botelho, filha de António Pereira Botelho e de Amália Pereira. Estabeleceram-se em Campo de Ourique, Lisboa com uma casa de pasto situada na esquina da Rua Ferreira Borges com a Correia Teles e tiveram 6 filhos:

Valentim Pereira de Carvalho (n. 14/02/1888 - 1957),  nasceu no  dia de S. Valentim, foi o fundador da “Casa Valentim de Carvalho” em 1914 , situada na Rua da Assunção,, entre a rua da Prata e a rua Áurea, Lisboa, vendendo instrumentos musicais, gramofones e pautas de música, e casou com a empresaria fadista Maria Alice Marques, proprietária da casa de fados Ferro de Engomar” estrada de  Benfica nº  153 -  telef 83-reservas

 Sobrinho Rui Valentim de Carvalho filho do advogado Jacinto Barbosa de Carvalho e de Adelaide Carvalho, irmã mais nova do empresário Valentim de Carvalho.


                   Maria Alice - Fadista Glória Mendes Leal Carvalho

 

        Fadista Maria Alice, nome artístico de Glória Mendes Leal Carvalho (Paião, Figueira da Foz, 1 de Setembro de 1904 — Lisboa, 13 de Fevereiro de 1996).

Casa-se com o advogado Bernardino Morais de quem tem dois filhos, António, nascido em 1921 e Graciete, nascida em 1923),e acompanha o marido a lisboa. Conhece  Maria do Carmo, Glória que a  apadrinha no  meio fadista, e estreia a cantar em 1928, no “Ferro de Engomar.” Vem  a cantar no Charquinho”, “Caliça” e “Pedralvas”.

Além de fazer espectáculos em Portugal andou também pelo Brasil entre 1932 e 1934. 

 Veio a casar-se    na década de 1940 com Dr. Valentim de Carvalho,    o proprietário da editora onde gravava os seus sucessos. Passa a usar o apelido do marido e retira-se por completo dos meandros do Fado, vendendo a sua parte na casa de fados Ferro de Engomar

 “Ferro de Engomar” (onde se estreou em 1928) “Vem a conhecer dr. Valentim de Carvalho, proprietário da editora onde gravava os seus sucessos, com quem casou na década de quarenta. Adopta então o apelido do marido e retira-se por completo dos meandros do Fado, passando a viver apenas para a família, na sua casa, no Restelo.

 O falecimento do marido Valentim de Carvalho fê-la instalar-se no Hotel Internacional, e por ali permanece largos anos. O último ano, muito debilitada é passado no "Lar Orquídea Vermelha", na freguesia do Lumiar.

 

     O Salão Neupart, é fundado em pleno Chiado, no dia 14 de Fevereiro de 1824 por Eduard Neupart, musicólogo de nacionalidade alemã, começou por vender instrumentos musicais e música impressa.

       O Salão Neuparth & Carneiro de Eduard Neupart, é vendido a Valentim de Carvalho , e surge  em 1914 na Rua da Assunção, vendendo instrumentos musicais, gramofones e pautas de música.

    Valentim de Carvalho inicia a sua actividade de gravação no início dos anos 30, no primeiro andar da histórica loja da Rua Nova do Almada.  O  Salão Neuparth & Carneiro , ou Casa Valentim de Carvalho, L.da,    torna-se a primeira editora discográfica portuguesa. A fadista Maria Alice foi a primeira a gravar discos para a editora, que utilizava como estúdio o Teatro Taborda entre 1929 e 1931.

Em Janeiro de 1963 O sobrinho Rui  Valentim de Carvalho  inaugura o novo estúdio de áudio em Paço de Arcos,

 

 

    

 

domingo, 25 de dezembro de 2022

Bràs Garcia Mascarenhas

 

 Brás Garcia Mascarenhas

 

 

Brás Garcia Mascarenhas nasceu na vila de Avô, no concelho de Oliveira do Hospital, em 3 de Fevereiro de 1596 e ali faleceu, em 8 de Agosto de 1656. Foi baptizado a 10 de Fevereiro, quando se festejava o dia de S. Brás,

Nascido no meio de uma família da baixa nobreza: ramo Garcia de Mascarenhas (Folhadosa), por parte do pai, Marcos Garcia e do ramo Madeiras Arrais, por parte da mãe, Helena Madeira.

    Registasse a residência familiar na Vila de Avô , como sendo  uma casa de modestas dimensões  com   portas e janelas manuelinas [a dar-lhe um aspecto afidalgado] junta a dois  rios;  – O Lava e  Pomares- mais tarde  rio Alva e rio Alvoco.

 Garcia Brás de Mascarenhas era o terceiro dos irmãos, tendo o Feliciano Monteiro, nascido (11 de Junho de 1592); Manuel Garcia (10 de Fevereiro de 1662); depois do seu nasceu, Verónica Nunes (6 de Dezembro de 1597); Maria Garcia (21 de Dezembro de 1599); Pantaleão Garcia (5 de Agosto de 1601); Ana Monteiro (15 de Setembro de 1603); Isabel Garcia (6 de Março de 1605); Matias Garcia (3 de Março de1607);

 

 

        “Nascido na abastança de seus pais, cercado da consideração e prestígio. Os anos de infância e de adolescência de Brás Garcia Mascarenhas foram suaves e bonançosos com boas relações e amizades, embora não muito ligado à formação académica. Contrariando o que muitos dizem, Brás Garcia Mascarenhas nunca frequentou a universidade ou qualquer escola superior. Aprendeu o latim e os princípios da lógica e da retórica juntamente com os irmãos Manuel e Pantaleão, mais tarde foi pároco de Travanca. Para esta aprendizagem contribuiu de forma decisiva a acção do licenciado António Dias, vigário de Avô, sacerdote ilustre e profundo conhecedor das “artes”.

        Pina Martins- considera, entretanto, que Brás Garcia “foi leitor de Sá de Miranda e de Camões, mas também de Petrarca, Ariosto, Garcilazo, Gongure e Marino, considerando que a sua cultura clássica não é superficial”.

 

A mocidade de Brás Garcia como aventureiro, guerreiro e poeta, mostrou-se muito agitada e com uma vida turbulenta; foi herói da Guerra da Restauração, mas com poucos testemunhos sobre a personagem.

António de Vasconcelos opina que Brás Garcia era galã atrevido e incorrigível, aborrece as letras, prefere a esgrima, o jogo das armas e a equitação. Brigão e altaneiro, sanguíneo e apaixonado, romântico e desregrado. Percorria toda a Beira em viagens constantes na busca de festas e divertimentos, mostrando o seu espírito e a sua graça.

 

Ao contrário do que escreveu Camilo Castelo Branco no seu romance “Luta de Gigantes”. Brás Garcia Mascarenhas nunca frequentou, como se disse, a Universidade, nem residiu em Coimbra.

Brás Garcia Mascarenhas escreveu a sua obra poética  «Viriato Trágico»  como romancista e não como historiador  como única obra, publicada, em 1699.  

 

  

Bento Madeira de Castro, descendente de Brás Garcia, foi capitão-mor de Avô e Cavaleiro professo da Ordem de Cristo, e primeiro biógrafo de Brás Garcia de Mascarenhas e veio a inspirar muitos autores, nomeadamente,  Diogo Barbosa Machado que praticamente o reproduz na sua obra Bibliotheca Lusitana.

      escreve Bento Madeira de Castro. “Vindo a Coimbra assistir a humas festas celebradas no terreyro de Sãosam por correspondência com uma Dalila perdeo a liberdade sendo prezo na cadea da Portagem”, escreve Bento Madeira de Castro. “O tanger e dançar” agradava muito a Brás Mascarenhas que era um assíduo frequentador das festas que se realizavam por toda a Beira. Numa dessas festas, devido a motivos que não é possível apurar, mas por certo devido a atrevimentos amorosos, experimentou a sua primeira grande provação na vida, a terrível enxovia da Portagem.

Quanto mais a prisão “se dilatava”, mais achava difícil a saída. A libertação havia de chegar. O dia 4 Julho de 1612 era de “sol ardente”. Reinava grande entusiasmo e bulício nas festas da Rainha Santa52.

Os irmãos e criados aproveitam o dia de festa para lhe entregarem um presente criando, simultaneamente, as condições para a fuga. O carcereiro comete o erro de deixar uma porta aberta. O preso apercebe-se e foge.

      A fuga de Brás Garcia provocou múltiplas narrativas, muitas com cunho de fantasia:

      Na “Luta de Gigantes”, romance de Camilo Castelo Branco, é referido o episódio da fuga de Brás Garcia, com imprecisões várias, escrevendo-a como executada decorridos sete dias de prisão, “à meia noite em ponto” por seis criados, dele e de outro nobre, auxiliados por quatro clérigos, filhos de Marcos Garcia e quatro alentados serranos da Estrela, que assaltam a cadeia, desarmam o guarda, forçam o carcereiro a abrir as portas e libertam o preso. Logo aqui se vê o erro da descrição, pois, na data, só um irmão de Brás Garcia se preparava para a vida eclesiástica.

António de Vasconcelos descreve de forma muito impressiva a fuga do poeta aventureiro: “Num relancear de olhos, com aquela agudeza de vista que o distinguia, o preso notou a imprudência, que chamou “alheio erro”, cometida pelo carcereiro. A rapidez assombrosa com que, aproveitando qualquer circunstância fortuita, traçava um plano, e a prontidão com que, sem se deter um momento em leve hesitação, o executava, eram qualidades admiráveis que possuía, e de que tantas vezes deu provas durante toda a sua vida. Desta vez manifestou bem claramente estes dotes extraordinários.

       Ver a porta aberta, cair como um raio sobre o pobre carcereiro sem lhe dar tempo para nada, arrancar-lhe a espada da bainha, e prostrá-lo com uma forte cutilada, foi tudo obra dum momento. De espada em punho corre sobre a porta; o pessoal da guarda, surpreendido num primeiro momento de indecisão, pretende embargar-lhe o passo. Mas era tarde: o preso, galgando de dois pulos o átrio, transpunha a porta da rua”57.

 

 Brás Garcia, já na situação de homiziado, permaneceu pelas Beiras durante cerca de dois anos – viveu escondido na Bobadela,

Em 1619, Brás Garcia decide partir para Madrid, provavelmente em busca de um perdão régio, sendo igualmente atraído pela vida de corte onde pontuavam fidalgos e homens das letras, como o grande vulto da cultura do tempo D. Francisco Manuel de Melo, residindo cerca de um ano. Não tendo obtido o que pretendia, e não estando disposto a “servir, depois de ser servido”, decide partir em direcção a outros mares.


A historia tem seguimento .


sábado, 24 de dezembro de 2022

Padre António Quintino Sousa Dória

 

Quem era Padre António Quintino sousa Dória nascido em Avô (1823- 1882  )   Pg (99) ,

 É  Irmão do professor   António Joaquim dos Santos, casado com Antónia Emília das Neves,  pais de três filhos e tio  dos médicos  João António de Sousa Dória, do   violinista, poeta e fadista José  António dos Santos Neves Dória, nasceu em Coimbra ,  ( 9 de Novembro de 1824- 1869)  e de José António nasce em Coimbra, no ano de 1924.

João António de Sousa Dória (1814-1877) – natural de Avô, lente na Faculdade de Medicina, que foi professor no Colégio das Artes, no Liceu Nacional de Coimbra e também no Seminário, e foi o primeiro director do Hospício dos Abandonados e clínico da Misericórdia de Coimbra, onde foi escrivão em 1859-1860. todos os restantes irmãos cursaram medicina. 

     

O pai, António Joaquim dos Santos, nascido em Avô leccionou em Coja concelho de Arganil resolveu mudar-se para Coimbra,  para a   Rua do Loureiro, frente à Rua do Salvador.A Casa  dos Dórias.onde o  vai exercer funções como professor de latim, no Colégio das Artes.

 Os Dórias provêm de um  professor genovês, da universidade de Salamanca,   D. Tomaz de Dória, filho do duque de Tursis , Carlo Doria, 1º Duque de Tursi (1 de agosto de 1576 — 9 de janeiro de 1650) e sobrinho  do príncipe  Juaanestim Dória.  

Os Dórias de Avô não foram muito longe que a cidade de Coimbra.  Cardoso da Fonseca, recorda José António dos Santos Neves Dória; o difícil de 1854, quando a cólera morbus atacou Coimbra. Esteve ao serviço do hospital e particularmente dos mais pobres. Teófilo Braga (1843 – 1924), que ainda o conheceu na década de 60 do século XIX refere as suas variações assombrosas sobre o Fado de Coimbra.

 Joaquim Vasconcelos (1849 – 1936), um ano após a morte de José Dória, no seu Livro “Músicos Portuguezes. Biografia – expressa a sua profunda admiração pelo virtuosismo de José Dória, assim como o maçon e carbonário Joaquim Martins de Carvalho “1822 – 1898”,  jornalista  amigo  dos Dórias,  colaborador do jornal “Liberal do Mondego”  e do  “Observador”, funda depois o jornal “Conimbricense”, cujo primeiro número sai a 24 de Janeiro de 1864. Era o célebre “Doutor Latas” na linguagem satírica  dos estudantes de Coimbra.

Padre António Quintino sousa Dória Viveu num período profundamente conturbado, durante a guerra civil; “Maria da Fonte” e a “Patuleia” que, deixara as suas cicatrizes e dificuldades na vila de Avô, que se estenderam até aos tempos da Regeneração. António Quintino sousa Dória  foi  um humanista e lutador por causas justas, sempre na defesa dos mais frágeis, dos mais pobres.

         A carbonaria  formada em Coimbra, a 29 de Maio de 1848 a loja da Carbonária Lusitana, tendo sido eleito como Presidente da Alta Venda, o padre António Maria da Costa, anti jesuíta, que pouco tempo se manteve no cargo. José Dória foi presidir à Choça Liberdade , Segundo dizia  Cardoso da Fonseca, o seu irmão António, acompanhava-o  sempre em todas as causas justas e, quando  se reunia com  a Choça Fraternidade, nas casas do Correio Velho, (Rua das Fangas).

         O Padre António Quintino Sousa Dória, seu irmãos e seus sobrinhos lutaram pelo ideal liberal, e prontos a dar a vida, se necessário pelo que defendiam (juramento). A traição se pagava com a morte. O Carbonário tinha que ter sempre uma arma e o seu carregamento preparado para intervir.

 José  António dos Santos Neves Dória,  casou, mas não deixou descendência. Os irmãos casaram e tiveram filhos. O dia do seu falecimento a 25 de Maio de 1869 em Coimbra. Está sepultado no cemitério da Conchada, que chegou a estar abandonado e logo fora recuperado.

 O Padre António Quintino Sousa Dória quer se queira quer não, foi uma referência de vulto de Avô,  sepultado numa  cova desconhecido, por não estar sinalizada.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

MESTRES DA HISTORIA DA ARTE ROMANICA

 Manuel Gómez-Moreno Martínez

  Don Manuel foi um dos historiadores mais completos de todos os tempos. A Divina Providência dotou-o das mais excelentes faculdades: uma inteligência aguda e brilhante que brilhava em seus olhos e penetrava em tudo, até nas essências mais profundas; uma memória prodigiosa, que lhe permitia recordar com clareza tudo o que já vira ou lera. Dom Manuel domina como ninguém todas as ciências instrumentais da História. A sua frequentação de fontes documentais e fontes narrativas, algumas das quais publicou de forma exemplar, equiparam-se ao domínio das fontes monumentais ou arqueológicas, que todos reconhecem.

Maria Elena Gomez-Moreno e Rodriguez-Bolivar, herdou a  incrível vontade e capacidade de trabalho de seu pai  , acompanhando-o até à sua morte







Manuel Gómez-Moreno Martínez nasceu em Granada em 21 de fevereiro de 1870, Filho de Dolores Martínez Almirón e do pintor académico de reconhecimento local,” el Viejo",  Manuel Gómez-Moreno González . 

 Manuel Gómez-Moreno casa-se com a historiadora de arte co Maria Elena. Gomez-Moreno e Rodriguez-Bolivar, e deles descenderam María Elena Gómez-Moreno Rodríguez (Granada, 28 de Janeiro de 1907- Madrid, 15 de Dezembro de 1998), Natividad e  Carmen Gómez-Moreno (1914–2008)







Maria Elena. Gomez-Moreno e Rodriguez-Bolivar


A historiadora de arte.  Maria Elena. Gomez-Moreno e Rodriguez-Bolivar, nasceu em Granada, 28.I.1907 – Madrid, 15.XII.1998. Mudou-se com a família para Madrid em 1911, cidade onde estudou e licenciou-se em Ciências Históricas em 1926. Dedicou-se ao ensino e ganhou a cátedra do ensino secundário em 1930, exercendo funções em vários institutos, entre os quais o Osuna (Sevilha ), Madri e San Sebastián, até sua aposentadoria em 1977. 

María Elena Gómez-Moreno Rodríguez -Bolivar,(Granada, 28 de janeiro de 1907- Madri, 15 de dezembro de 1998), era a mais velha das três filhas de Manuel Gómez-Moreno, e   o maior expoente da renovação dos estudos arqueológicos e artísticos promovidos pelo CEH e defensora do nacionalismo cultural para superar a crise de identidade pós 1898. Em 1926 licenciou-se em Filosofia e Letras e, em 1930, ganhou a cátedra do Instituto. O ensino foi a sua atividade principal até 1977.


 



As filhas  de Manuel Gómez-Moreno Martínez:

 María Elena Gómez-Moreno Rodríguez (Granada, 28 de Janeiro de 1907- Madrid, 15 de Dezembro de 1998), Natividad e  Carmen Gómez-Moreno (1914–2008) doaram o legado paterno (coleções artísticas e arqueológicas, documentos escritos, fotografias, notas), dando origem à criação do Instituto Gómez-Moreno, integrado à Fundação Rodríguez-Acosta de Granada.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Açudes em Lourosa - Oliveira de Hospital

 Açudes em Lourosa

O curso de alguns rios foram desviados a montante, e as suas margens saíram de canais ou açudes – retenção de água.


                            Açude

 Rio dos cavalos é um afluente e estuário do rio mondego (próximo de São João de  Areias ) que em São Geraldo deriva  para a ribeira da ripela (latin) Ribelas, vindo a encontrarem-se em Nogueira do Cravo com o Rio dos cavalos.

A ribeira do Cal era um córrego de água vinda da ribeira de Ribelas (aquífero) para a Ínsua ao lugar do Pombal com alveo até Venda da [estrada} Esperança.  

      A ribeira do Cal foi aproveitado para os açudes do Campo. A força braçal [construiu] no novo alveo e mudança do dito rio que pretendem com as cautela e segurança  necessária na terra por onde a pretendem [o córrego] fazer e branda lavradia, e  reparo, [e] forrar-se toda de paredão forte, de huma e de outra parte do alveo, para que se não rompa e fique tudo reduzido a hum lago.

Ribeira das cabeçadas que nasce entre Candosa e percelada encontra-se com a ribeira do Pinheiro que nasce na quinta da venda do porco e desagua no rio Alva, em Coja. os arroteadores que tinham  as suas propriedades do termo da Villa  de lourosa,   do domínio directo da Comenda da Ordem de Christo. a quem não só se pagão as suas respectivas pensoens annualmente, mas também todos os dizimos de todos os fructos que della se colhem, como he bem sabido; mudaram o cursso do rio  que corre por dentro  da freguesia,  diviza de hua e outra, e guia-lo por dentro da freguesia dos supplicante fazendo-lhe novo álveo cortando e occupando para isso as propriedades da dita freguesia.




Terrenos designados por Leira, Campo, Talho Cortelho, Bocado e Migalho DE SEMEADURA são  regados por um açude  medido por   RAZAS, QUARTOS (de raza) E MAQUIAS.Cada localidade determinava o volume da sua Raza.

     A extinção das ordens religiosas em 1834, e a venda dos seus terrenos em hasta pública iniciou um movimento migratório de famílias oriundas das localidades limítrofes da Região do Centro da Beira que se misturaram com os sobreviventes da população local, quase exterminada pelas invasões francesa e pelos conflitos da guerra civil.   

         Os campos férteis têm constituição geológica variada – piso de granito, de xisto , de arcoses e cascalheiras  de  relevo mais uniforme , sobretudo à superfície  graníticas   lisa – solo fundo produtivo e   rico em milho, cevada, legumes, azeite e fruta.

 Campo é uma tipologia de terra fértil, que pode ser designado local mais abundante do termo. 



       Correram diferentes teorias sobre a origem do topónimo Campo:

 Campo Maior, Campo Grande, Campo Pequeno, que são mencionadas muito férteis no seculo XV, e Campo de S. Jorge - que os mouros já possuíam abundancia. 

 

       Falando do Campo, vasta área rural pertencente ao actual termo (Freguesia) Lourosa com terrenos de regadio, vinhas oliveiras, árvores de fruto, e solo fértil para cereais. O campo é constituído por uma planície e pequenas elevações, sendo o sitio do  Cabeço   conhecido mais tarde como  ou Outeiro. Diziam os mais velhos, sem mencionar com precisão, a existência de um moinho de vento no cabeço, do tempo dos seus avós. «O cabeço ou Outeiro surrado de cabras e ovelhas por ser farto de urze e sargaço , conheceu o seu novo proprietário a meados do seculo   XIX.

       Informação do meu bisavô:  Uma casa gastava 10 litros de agua por dia. Um cavalo bebia  25 litros diários . As aldeias não tinham  meios para apagar os incêndios. As populações pretendem fixar-se perto dos rios, sem portos para fugirem ao bulicio...   os conflitos  eram  muitas vezes gerados   quando alguém  era  encontrado a  lavar  coros, peles, cubas, cinzas e  sabões.

 

Corrego ou levada  foto 1cheia  foto 2 Limpa  foto 3 suja 







segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Celebração da vida... e da morte - Samhain- dia de Finados

 

Celebração da vida... e da morte -  Samhain





 Dua de Finados - 2 de Novembro 

Os celtas e americanos celebravam a vida... e a morte.

 “Os celtas os recordavam os antepassados (Samhain) com a chegada do inverno, (quando a natureza parecia estar “adormecida”) concentrando-se num espaço sagrado num tempo e lugar determinado.

” Halloween é um festival pagão celebrado no 1º de Novembro, que marca o final do verão e o ano novo celta. Acendiam uma fogueira, contrariando o ambiente sombrio da noite que chegava cedo, organizando verdadeiros banquetes e bebendo “até perder a razão”. Os romanos organizavam os rituais saturnais com o mesmo sentido…

  Não existe nenhuma referência bíblica ao Dia de Todos os Santos. ou passagem  Bíblica que aconselhe os cristãos a evitar rituais que os coloquem em contacto directo com os mortos.





      A difusão do cristianismo na Europa, a igreja católica (Roma) pretendeu apagar os dias de rituais pagãos e, fazer dele algo compatível para o cristianismo. O Papa Gregório IV em 837 DC, mudou o dia de todos os mártires de 13 de maio para  o dia da  vigília (Todos os Santos) no dia 31 de Outubro e celebração a 1 de Novembro, que é seguido pelo dia dos fiéis defuntos a 2 de Novembro.

 


  Sabemos a existência de um ritual religioso no seculo XVI junto aos cemitérios com capela com o mesmo nome, ainda que não se conheçam muito bem os seus contornos.

  O povo tinha uma forte evocação com um ritual religioso a São Martinho no dia de todos os mártires (1 de Novembro). Acendiam- se fogueiras à meia-noite como se preparassem uma mesa para os mortos, onde os seus familiares se juntavam a comer.

       A alteração do dia 1 de Novembro para o dia 2 do mesmo mês fez perder a tradição e as capelas primitivas de São Martinho juntas aos cemitérios. Estas capelas com a iconografia do altar das almas foram substituídas progressivamente de padroeiro ou, desmoronaram e os seus alicerces ficaram esquecidas.  

      José Leite de Vasconcelos afirma que a mudança da iconografia, do dia de São Martinho passa a ser festejada a 11 de Novembro, associado ao dia de beber o vinho Novo (água pé) e assar castanhas.

A diferença: é que o  Dia de Todos os Santos é uma festa celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não (1 de Novembro). O dia dos   finados  está referida às almas  que estão no purgatório à espera de julgamento antes de chegarem ao céu (2  Novembro.)