quinta-feira, 22 de junho de 2023

Identificação da arte sacra

 


Geralmente, as igrejas  possuem dois púlpitos, um do lado da epístola (lado direito de quem entra na igreja).

  Os Púlpitos são usados nas igrejas   , conventos, mosteiros e  refeitórios  A sua forma sugere um pequeno camarote acostado na parede - de forma que o sacerdote suba por uma escada. 

 Os púlpitos usados até o terceiro quartel do século XVII caracterizam-se por serem em madeira, acompanhados de uma cobertura denominada dossel, baixa-voz ou guarda-pó.Na primeira tipologia do barroco, o Nacional Português, os púlpitos ganharam grande relevância. Eram elaborados em madeira, inteiramente dourados, quase sempre decorados com plumagens e folhas de acanto, podiam aparecer, em sua talha, as fênix, os anjos músicos ou ainda atlantes de sustentação.


BALAUSTRADAS

A balaustrada é um elemento muito comum utilizado na divisão interna das igrejas, delimitando o espaço da capela-mor, da nave e capelas ou retábulos laterais






                                                                      Capiel Toscano 




    CONSISTÓRIO -  sala localizada geralmente na parte posterior das igrejas, no piso superior, acima da sacristia, onde se reuniam os religiosos ou fiéis de determinada irmandade.

     CONSOLO - peça saliente e ornada, em pedra ou madeira, para sustentar vasos, estátuas.

     CORO - balcão geralmente situado acima da porta central ou nas partes laterais da capela-mor  destinado a abrigar cantores em cerimónias religiosas.

     EDÍCULA -  pequeno nicho onde geralmente se colocam imagens de santos

 

FOLHA DE ACANTO - espécie de cardo, usado   com frequência na arquitectura sepulcral, daí o simbolismo que vincula o acanto à imortalidade. Encontrado  desde a antiguidade clássica como elemento decorativo comum em construções. Elemento característico do capitel coríntio.

Símbolo FENIX - consumia e renascia das próprias cinzas.

Símbolo PELICANO  - fere o peito para dar o próprio sangue de alimento para os filhotes diferencia-se da Fénix pelo formato do bico e das patas.

GALILÉ - espaço entre a parede da fachada principal da porta da igreja e parede da nave. Abrigo aos viajantes e peregrinos; para encontro entre os fiéis antes de adentrarem ao templo; Elemento comum nas igrejas de estilo maneirista, quase totalmente suprimido na arquitectura barroca.

IMPOSTA - elemento saliente ao alto do pé-direito de uma parede, onde assenta a pedra inicial de um arco, por  vezes, constituído por uma moldura em forma de consolo.

PEANHA - pequeno pedestal onde se colocam imagens, bustos ou estátuas

 Podemos citar como primeiras zonas produtoras de imagens sacras do século XVI e   XVII, foram produzidas   para  as regiões que detinham o poder político e económico.

Imagens sacras são classificadas em quatro tipologias diferenciadas;

Eruditas, populares e de fronteira ( entre o erudito e o popular).

As imagens eruditas seguem um cânone artístico, cultural presente em cada época e lugar. As imagens populares possuem uma grande variação, são frutos de um conhecimento empírico que não segue os cânones das imagens eruditas, devido à falta de instrução e formação académica de seus artífices, homens do povo e não, artistas eruditos. A desproporção anatómica, com cabeças, pés e mãos grandes e o tronco avantajado.


RETÁBULO BARROCO da Igreja de São Pedro de Lourosa - Oliveira de Hospital

 


Igreja de São Pedro de Lourosa - Oliveira de Hospital 

 RETÁBULO BARROCO (1ª FASE): NACIONAL PORTUGUÊS estilo nacional 

coluna de fuste em espiral ( coluna salomónica) com terço inferior estriado. As colunas de fuste aspiralado ( torsas ou pseudo-salomônicas); coroamento em arcos (combinados) concêntricos. talha em alto relevo, inteiramente dourada, com fundo geralmente em dourado

Em 1911 já se encontrava-se em  mau estado. Foi retirado com o restauro da  igreja em 1931. 

O meu bisavô Jose Libanio Pinto  fez a ultima intervenção (grátis) por voltade 1918 com  madeira (Carvalho) de má qualidade or falta de verbas da paróquia que não tardou ser atacada pela humidade. Dizia-se que chovia por todos os  cantos da igreja.


quinta-feira, 8 de junho de 2023

Astúrias

 

                                                            Astúrias

 


     O território abrangente das Astúrias terá sido sempre muito povoado desde a pré-história e a idade média.

      Astúrias era um património mineiro, e Roma invade o seu território para obter as suas riquezas minerais, e ouro.

       Os romanos montavam os seus aquartelamentos em elevações dominadas por cursos fluviais circundantes, deixando-nos alguns exemplos de agricultura junto às principais vias de comunicação em terras fundas, vales e cimeiros cujas impressões digitais permanecem convertidas em restos de antigas calcadas que serviam para deslocamento do gado.


      A formação dos reinos cristãos da Península Ibérica surgira depois do reino das Astúrias estabelecido por D Pelayo Cangas de Onís até ao ano 774, e após da decisiva batalha de Covadonga no ano 722. o Reino visigótico é  herdeiro do  Reino das Astúrias






  Reis das Astúrias 

 Pelágio (718-737)

Fávila (737-739)

Afonso I (739-757) 1º rei das Astúrias.

Fruela I (757-768) – assassinou seu irmão e, por sua vez, foi assassinado e sepultado em lugar Incerto. 

Aurélio ( 740 – 774) foi o Rei das Astúrias de 768 até a sua morte. Seu reinado foi relativamente calmo e pacífico, não sendo atestado qualquer menção do seu reinado nas crónicas medievais.

O rei Silo das Astúrias ( 774 a 783) primo  de  Aurélio transferiu a corte  para Santianes.   Casado com  Adosinda, filha de Afonso I e de  Ermesinda, sobrinha materna de Fruela I e neta de Pelágio das Astúrias.

Mauregato I das Astúrias, o Usurpador, (730 — 789)  Rei das Astúrias  (783 a 788)  filho ilegítimo de Afonso I das Astúrias  com uma serva moura.

Vermudo I das Astúrias , filho de Fruela da Cantábria, foi Rei das Astúrias ( 788 -791)

 Afonso II das Astúrias, o Casto* (Oviedo, 759/760 —, 20 de Março de 842) Rei das Astúrias (791 a 842)  filho de Fruela.  

O seu palácio onde restam as   ruínas da Igreja de Santo Tirso.

mediações de Oviedo erigiu a igreja de Santullano.

Ramiro I (842-850)

Ordonho I (850-866)

Afonso III, O Magno (866-910)

Fruela II (910-924) filho de Afonso III, Herda o reino  das Astúrias.

Ordonho II rei da Galiza (910-924) que incluía o condado Portucalense, por morte de seu   irmão,   Garcia I de Leão (914-924) sem herdeiros assume  também o  seu reino.







 


quinta-feira, 25 de maio de 2023

Igreja de San Salvador de Priesca - Asturias

 

San Salvador de Priesca

 Igreja pré-românica, construída em 921, segundo várias inscrições no reboco das suas pilastras, que foram testemunhadas antes do seu  desaparecimento  no ano de 1922.

A arquitectura pré-românica asturiana entra na sua última fase com a morte de Afonso III  rei das Astúrias  




San Salvador de Priesca é Consagrada em 24 de Setembro de 921, tem como referência arquitectónica e decorativa o modelo da Igreja de San Julián de los Prados de Oviedo.

 O arquitecto Manoel Garcia del Busco em 1913 intervém da remoção de rebocos dos pilares originais da igreja de Priesca provocando uma perdida irreparável das inscripcao da consagração da igreja. Igualmente foram repicados os antigos retábulos, os arcos das arquivoltas a ocasionar a perdida das pinturas originais. Não ficando por aí, igualmente raspam os capiteis fazendo desaparecer os paramentos ornamentais (relevos) de origem.

As reformas sofridas no séc. XVII E XVIII da estrutura ocidental foi  alterada  substancialmente; planta basílica formada por três naves, sendo a central mais larga e mais alta que as laterais, com coberturas  de madeira e separadas por pilares de cantaria de base quadrada com capitéis-impostos de molduras e bases que sustentam três arcos semicirculares de tijolo.

 

 


A igreja completamente desintegrada da sua origem em 1936 , durante a guerra civil perde a sua cobertura com  um incêndio, salvando-se apenas toda a a estrutura  da armadura da câmara  abacial. Iniciou-se o restauro pela cobertura As reformas sofridas