sábado, 29 de abril de 2023

Genealogia de António Salazar

 Genealogia de António Salazar





Tretavós de Oliveira Salazar :

Maria Rodrigues, registada por Maria Costa, teve uma filha em solteira  de Senhor Plácido de Faria Abreu  (5-10- 1698 - ??? )  - Familiar do Santo oficio, e Sr. da Quinta Falorca,   castelões..

Trisavós  : Francisca Micaela de abreu do lugar de costa, freguesia de castelões, casada  24-02-1754  com  João de Lemos Salazar e Abreu, baptizado  Santa Comba Dão 28-2-1728- capitão de ordenanças da vila de castelões.

Bisavós : Plácido  de faria de lemos abreu 20-02-1759, senhor da Quinta da Falorca ,casado  no Vimieiro   a 21-5 -797 com   sua  prima em 4º grau,   Joaquina Maria do Espirito Santo.

Avós :José Abreu Salazar 07-03-1807 - casou   em Santa Comba Dão  13-01-1841 com   Felicidade Violante da Trindade de Jesus ( filha de   Ana  Rita Trindade (mãe solteira, e filha de   pai incógnito )


Filha: Maria do Resgate (1845-1926 (80-81) Casada António de Oliveira (17-01-1839//28-08-1932 (93)

Filhos

Maria do Resgate Salazar de Oliveira 1882--1982 (99-100)

António de Oliveira Salazar (Santa C. Dão 28-03-1889 /Lisboa,27—07 1970)

Elisa Salazar de Oliveira  

Maria Leopoldina Salazar de Oliveira




quarta-feira, 26 de abril de 2023

Papel e livros

 

Papel e livros





 HUMIDADE RELATIVA (HR) madeira

 

Maior probabilidade de ataque biológico (insetos bibliófagos) •Favorece o aparecimento de microrganismos (fungos e bactérias) que se alimentam de material orgânico e libertam enzimas que degradam: a celulose, os taninos, as proteínas, o amido •

Deixam manchas coloridas devido ao pigmento que segregam

 •Provoca putrefação do suporte •O papel torna-se ácido (acelera a acidificação) •O papel torna-se frágil e quebradiço •As tintas ferrogálicas degradam-se produzindo ácidos que envelhecem o papel •As tintas podem migrar ao longo do suporte




 

TEMPERATURA (T)

ELEVADA (superior a 19oC)

Pode criar ambiente húmido e favorecer o aparecimento de microrganismos  

O papel torna-se ácido (acelera a acidificação) 

Maior probabilidade de ataque biológico (insetos bibliófagos)   •Temperatura inferior a 100C  Retarda o envelhecimento do papel   

 

T. BAIXA (inferior a 19oC)

 

Menor probabilidade de ataque biológico (insetos bibliófagos) 

Acelera todos os mecanismos de degradação da celulose 

Causa fragilidade a certos materiais (colas)

 •Desidratação do suporte  •Perda da flexibilidade 




quinta-feira, 20 de abril de 2023

Quinta da Portela dos Marqueses de Pomares

 

Quinta da Portela dos Marqueses de Pomares

 


O palácio dos Marqueses de Pomares situa-se numa extensa superfície plana, flanqueada por uma longa fila de casas térreas destinadas às actividades agrícolas,

Sem documentação publica para que possamos afirmar com precisão a edificação de uma casa anterior”,  “ e da   reedificação da actual   no  final do séc. XVIII ou princípio do séc. XIX.  o “majestoso palácio com um jardim de inspiração francesa,  encerrado    dentro  de um  imponente gradeamento e portão.”

 O largo caminho de terra batida com curvas e contracurvas, fila de castanheiros que ladeiam ao longo da estrada, servindo  de aceiro aos fogos   

 Entre 21 de Outubro de 1741 e 3 de Novembro de 1745, a quinta da Portela foi arrematada em hasta pública por D. João Luís de Meneses, da cidade de Lisboa, passando em pouco  tempo de mãos   a “venda da quinta da Portella   ao Reverendo Deam da See de Coimbra, o Sr. Manoell de Britto Barreto da Costa e Castro…”  

 Maria Manuela de Brito Castro e Melo Figueiredo da Costa (09-03-1845// marquesa   de Pomares, à morte de seu irmão e irmãs é única   filha herdeira de um vínculo em Pomares dos seus pais,    Maria Inês da Luz de Carvalho Daun e Lorena e do      Dr.   António Brito e Castro de Figueiredo e Melo da Costa (1775-1848), proprietário da Casa da  Quinta da Portela – Coimbra.

São poucos palácios com historia ao  longo dos seculos .  pertencendo  através  dos  séculos, A Casa da  Quinta da Portela –  pertenceu sempre à    mesma  família desde  a sua  antiguidade, pertencendo ao Reverendo Deam da See de Coimbra, o Sr. Manoell de Britto Barreto da Costa e Castro, instituidor do   Morgado de Pomares,  passando de geração em geração até aos nossos dias. Não sabemos quando foi construído, nem  o primeiro que  o habitou .

A casa do Morgado de Pomares com  o encanto subjectivo, pitoresco natural

Lisboa desdobra-se em aspectos vários.  a  linhagem, a sua história,  Cada bairro tem a sua  autonomia e  vida própria;  o encanto subjectivo da sua gente, tão diferente ; o pitoresco natural,  hoje é simplesmente uma imagem  evocada   com saudade.

 

 

 

 

 

 

 

Marquês de Pomares //D. Luís Maria de Carvalho Daun e Lorena,

 

Marquês de Pomares

 

       Bisneto de Sebastião José de Carvalho e Melo, 1° marquês de Pombal e de Eleanore Ernestine, Gräfin von Daun.

  Neto: José Francisco Xavier Maria Adão Macário de Carvalho Melo e Daun, 3.º marquês de Pombal, e 1º conde Redinha (20-08-1776) primeiro casamento com de Isabel Juliana de Sousa Coutinho Monteiro Paim, e segundo com  D. Francisca de Paula do Pópulo Lorena e Albuquerque , irmão de Henrique José Maria Adão Crisóstomo de Carvalho e Melo, 2.º marquês de Pombal;  

Filho: de Nuno José Gaspar de Carvalho e Melo Daun e Lorena, 3.º conde da Redinha e Maria Efigénia Teles de Melo de Almeida Malheiros de Lancastre e Maria Victória de São Paio Melo e Castro

Sobrinho: Maria Leonor Ernestina de Carvalho Daun e Lorena,- 2.º condessa do Rio Maior;

       Sebastião José de Carvalho Melo e Daun, 4.º marquês de Pombal:

       Nuno José Gaspar de Carvalho e Melo Daun e Lorena, 3.º conde da Redinha

Irmão: Manuel Maria da Luz de Carvalho, 4.º conde da Redinha

Maria Inês da Luz de Carvalho Daun e Lorena, irmã e sogra de D. Luís Maria de Carvalho Daun e Lorena,

António Maria da Luz de Carvalho Daun e Lorena, 5º conde da Redinha (11 de Julho de 1822 - Lisboa, 25 de Março de 1905); Herdou o título, por morte de seu irmão mais velho, Manuel Maria da Luz de Carvalho e Lorena. Casou em 12 de maio de 1843 com D. Maria Joana Curvo Semedo Delgado da Silva, filha do desembargador da Casa da Suplicação, o Dr. António Delgado da Silva,

 Francisco de Carvalho Daun e Lorena, 4.º Conde da Redinha;  Maria Francisca da Luz Carvalho Daun e Lorena.

 



      Marquês de Pomares é um título nobiliárquico criado por D. Luís I de Portugal, por Decreto de 26 de Maio de 1886, em favor de D. Luís Maria de Carvalho Daun e Lorena, (Lisboa, 9 de Maio de 1828 - Palácio Mitelo, Pena (Lisboa), 1 de Dezembro de 1894).

        Luiz de Carvalho Daún e Lorena, (1828-1894) -(66) 1.º e único Marquês de Pomares, casou com sua sobrinha, Maria Manuela de Brito Castro e Melo Figueiredo da Costa (09-03-1845// Quinta da Portela 5 de Janeiro de 1926 (80).   filha de sua irmã, 5º Condessa da Redinha ; Maria Inês da Luz de Carvalho Daun e Lorena;    (17-02-1822-1905), e de seu marido Dr.   António Brito e Castro de Figueiredo e Melo da Costa (1775-1848)

  Luiz de Carvalho Daún e Lorena foi Par do Reino vitalício, moço fidalgo da Casa Real com exercício no Paço de D. Pedro V e D. Luiz.

É proprietário da Quinta da Marquesa, empregador principal e fonte de trabalho em Pomares - quintas próximas como a  de  Galizes gerido pelo mesmo  vedor da sua confiança

 Não havendo descendência, o marquesado foi extinto, e após do falecimento da marquesa de Pomares em 1926, a herança passou para uma sobrinha de seu marido, e neta do seu cunhado, Maria Adelaide de Brito Peixoto Sanguinetti e Bourbon (1913-1990), 2ª marquesa de Pomares e 6ª condessa da Redinha casada com Sr. Eng.º Alexandre de Lancastre Araújo de Bobone. Após a Implantação da República Portuguesa, e com o fim do sistema nobiliárquico, já não usavam titulo, apenas herdou o Morgado de Pomares, quinta de Galizes e todos as terras  que tinham  na  Província da Beira, actualmente na posse de   José Alexandre Bourbon de Lancastre Bobone, 6º conde da Redinha ( 1942)

 

 


 Fontes: Genealogista  António  de Faria, 1895 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 1 de abril de 2023

Carta de Família do Santo Ofício

 

 Carta de  Família do Santo Ofício

 

A carta dos Familiares do Santo Ofício - estatutos de limpeza de sangue surgiu no século XV - ocorrida em Toledo em 27 de Janeiro de 1449. O século XVII, é quando surgem mais carta dos Familiares do Santo Ofício  para ocupação de cargos públicos, o acesso a cargos eclesiásticos e as principais honrarias do Reino. Na sessão de 31 de Março de 1821, as Cortes Constituintes decretavam a extinção do Tribunal do Santo Ofício

  

    A pertença à família do Santo Ofício era encarada como um privilégio, conferindo estatuto social aos seus membros. Para ingressar na família do Santo Ofício ou na vida religiosa os candidatos eram submetidos a um processo de habilitação através do qual tinham de justificar a sua pureza de sangue (os seus antepassados não podiam ser negros, judeus, mouros ou ciganos) e a sua conduta cívica, moral e religiosa, através da carta de Familiar do Santo Ofício*.

Quando os impetrantes (candidatos) tinham pais, avós ou irmãos familiares do Santo Ofício podiam ser dispensados de fazer diligências “de genere” desde que comprovassem a sua relação de parentesco

      Pertencer à nobreza, era um prestígio e distinção social de fortalecimento que todos aspiravam…

O acesso ao privilégio de acercar-se da casa real estava ao alcance de todos os mercadores que sonhavam chegar à nobreza. Bastava preencher os requisitos exigidos para receber os benefícios da graça régia.

     Os mercadores, dos maiores aos mais pequenos comerciantes, integrados na sociedade portuguesa, de origem flamenga, Genoveses, Venezianos e cristãos novos onde estavam incluídos os Sinel  e  os Cordes,   não sofreram quaisquer  entrave nas  suas ambições de ascensão   social.

       A acessão social fazia-se através da familiatura (Cargo ou título de familiar da Inquisição) do Santo Ofício cujas portas dificultavam a entrada aos judeus, mouros, ciganos, negros e cristãos velhos,  cuja profissão,  condição social ou comportamentos  sejam  considerados inadequados à ascensão   social.  

      Ser familiar do Santo Ofício exigia que o candidato provasse grandes meios económicos e, viver limpamente.

Foi o caso  de muitos homens que pretendiam ser admitido  na Companhia de Jesus . bastava entregar  o original da carta de familiar do Santo Ofício de seu pai.

 

 

 

      João Baptista de Cordes consegue obter a carta de familiar do Santo Ofício, considerada carta de nobilitação, como um meio seguro e prestigiado de comprovação da limpeza linhagista. O ascendente, João Baptista de Cordes tornou-se familiar do Santo Ofício em 1626, e o seu genro, Baltasar Peles Sinel, em 1643. Este gerou os apelidados Sinel de Cordes, que a meados do século XVII pertenciam ao "estado do meio".  - No dizer de Isabel Drummond Braga.

 Notas: os processos de habilitação dos Familiares do Santo Ofício português, desde o meu décimo avô (Estevão Pinto Moraes sarmento) encontra-se arquivado Arquivo Nacional da Torre do Tombo.

Os flamengos da “baixa nobreza”, certamente com uma posição social intermédia entre a nobreza e os mercadores do Terceiro Estado tinham o lugar de sepultamento* a partir de 1590, junto ao Convento das Flamengas (Nossa Senhora da Quietação) do Calvário (Alcântara-Lisboa)  

 *As famílias com bibliotecas com arquivos dos seus ascendentes, ainda hoje guardam entre muitos outros documentos, As cartas originais do Santo Ofício, que tivessem que exibir quando necessário.

 ** Cemitério estendido da igreja e a actual rua Leão de Oliveira

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Roubo do «tesouro» do Museu Alberto Sampaio

 


Tesouro roubado  do  Museu Alberto Sampaio  

O audacioso assalto ao Museu de Alberto Sampaio registado a 16 de Novembro de 1975 continua a inquietar a memória dos vimaranenses. E se os culpados que foram julgados e condenados não chegaram a ser encarcerados e a pagar as indemnizações, os seus actos não foram esquecidos pelo crime hediondo de 'lesa-Pátria'. Foram roubadas peças e jóias de incalculável valor, num "golpe protagonizado por um casal que teve a colaboração de outro na fuga que empreenderam de automóvel".

O crime desse domingo de outono é descrito pelo jornal O Comércio de Guimarães, na sua edição de 22 de Novembro de 1975. "Na hora de encerramento o principal funcionário Fernando Cunha foi violentamente agredido e manietado, enquanto os assaltantes roubavam as peças e jóias valiosíssimas que constituíam grande riqueza do tesouro de Nossa Senhora da Oliveira".

"O golpe obedeceu a um plano devidamente estudado, com estratagemas e foi posto em prática a hora que os assaltantes julgaram a mais propícia, como realmente era. Foram roubados os seguintes valores: - Coroa de Nossa Senhora da Oliveira, de ouro e pedras preciosas, do século XVIII; peitoral em prata dourada e peças preciosas, também do século XVIII; meada de ouro puro, com 32 metros; do século XVIII; passador de prata, século XIV; rosário de ouro, também do século XIV, cordão de ouro também do século XVII; orilhão de ouro, século XVII; cruz de ouro (indiana) do século XVII; e outra peça de prata do século XIV".

Os autores do crime pertenciam a um comando do Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP), movimento de resistência à crescente influência do Partido Comunista Português e dos vários grupos de Extrema-Esquerda, criado após o 11 de Março de 1975 e extinto a seguir ao 25 de Novembro desse ano, em que a frágil democracia enfrentou o denominado «Verão quente».

O casal composto pelo ex-primeiro-tenente fuzileiro José Maria da Silva Horta, desertor das Forças Armadas após a falhada intentona do 11 de Março, e por Maria Alice da Silva Marques, antiga Secretária de um dirigente do chamado Partido do Progresso.

Houve quem qualificasse o assalto como um "crime de lesa-Pátria". Os autores nunca foram encarcerados. O ex-tenente Silva Horta desapareceu sem deixar rasto, embora tivessem circulado informações de que teria sido identificado no Brasil, e Maria Alice chegou a ser detida em Cascais, mas conseguiu fugir do Hospital Miguel Bombarda, onde estava internada sob prisão. Ambos foram julgados e condenados à revelia, em 1987, a 20 e 15 anos de prisão e ao pagamento de um milhão de contos.

As jóias nunca foram recuperadas, havendo versões de que teriam sido vendidas ao desbarato em diversos lugares.  Oxalá, tal não tenha acontecido e que o tesouro continue algures intacto. 



Columbário

 

Columbário

(latim columbarium-iipombal)


                                                               columbário Romano 






 Columbário - cemitério com câmaras subterrâneas em que são depositadas as urnas contende as cinzas dos mortos depois da cremação /Pombal. Não é mencionado qualquer incineração a céu aberto. Apenas são encontrados pequenos e grandes fragmentos de urnas (vectorial) de barro cozido com um orifício na parte superior. No entanto, nesse tempo não havia conhecimento para avançar sobre o seu conteúdo e possível datação. Muitos dos locais hoje designados por «Pombal» supostamente seriam  antigos Columbários .

 

        Vou ao encontro de algo similar Cemitérios, onde foram identificadas sepulturas de inumação, sepultura de incineração e áreas interpretadas de incineração, acompanhadas de espólio funerário; áreas funerárias rurais relacionadas com villae com Columbários, e vestígios em causa que correspondem, essencialmente, a unguentários e depósitos em urna e um possível ustrinum (local de uma pira funerária) a que se somam outros achados, como  cinerárias em cerâmica com tampa (prato em cerâmica cinzenta (terra sigillata itálica) urna  que continha os restos cremados. 

                                                          constituicao de fragementos de uma  cinéria 

Zona rural relacionada com a necrópole romana de Casal de Pianos (S. João das Lampas) com as suas 19 sepulturas de tipologia diversa, onde se incluem depósitos secundários em covas ovais ou em urnas e primários em covas rectangulares /busta. (Monteiro, 2003).

 Tomei conhecimento da villa das Almoínhas, em Loures, onde se escavaram um total de dois depósitos secundários de cremação em caixa de tijoleira datado dos séculos I a II d.C. (Oliveira, 2002).

A queda do império romano no seculo VII, foi lentamente mudando os hábitos do modo de vida religiosa das gerações vindouras da Idade Média. O espaço da morte entra dentro das igrejas e ao redor dela nos seus adros. Contrario ao período romano, os cemitérios e a proximidade dos mortos que se temia, mantidos à distância, passou a ser espaço público onde a vida social, o comércio e a animação se realizava. E assim permanece até ao século XVIII, época do Iluminismo, quando se começam a desenvolver os meios científicos e técnicos.

      A convivência com os mortos nas igrejas e nos seus adros, sobrelotados começa a ser questionada pelos movimentos higienistas. A excessiva proximidade com os corpos mortos, tornam-se argumentos para promover a saída do espaço da morte para fora das vilas e das cidades.

        A nova tipologia do espaço do cemitério passou a localizar-se na periferia dos aglomerados urbanos.

 Notas:

 

Nos primórdios do seculo XIX , o povo rural bao tinha   critério de selecção, nem  conhecimento, a não ser  a exploração agrícola.      

                     A actual Quinta do Pombal teria sido um Columbário?

Estando localizada junto a Vila Pouca da Beira e da necrópole do adro da Capela de Lourosa, Oliveira de Hospital, com um historial enigmático, que se especula ser um Pódium  xxxxxx, e lugar de culto Moçárabe, e  propriedade da Sé de Coimbra,   adquirida  em hasta publica 1937/9  por antigos arroteadores e novos proprietários-agricultores.

       A preocupação da limpeza terrenos bravios e a descoberta de sepulturas de inumação, e depósito funerários (interpretadas de incineração pelo espólio funerário; são também referidos ossários (carneiro). Achados que trouxe alguma inquietação, segundo diziam os seus netos nos anos setenta do seculo XX. Os netos do assassinado Francisco Madeira não mencionavam qualquer incineração a céu aberto na quinta do Pombal, mas pequenos (unguentário?) e grandes fragmentos de barro cozido com um orifício na parte superior – que possivelmente seriam urnas (vectorial).

Os netos dos meus trisavós do Campo, descrevem os mesmos fragmentos de barro cozido quebrados, com um orifício numa tampa de cerâmica escura, que hoje podemos interpretar que sejam cinerárias em cerâmica  lacrados com tampa de cerâmica terra sigillata itálica, sudgalica ou Hispânica tardia - urna  que continha os restos cremados, considerados insignificantes , novamente enterrados.

 As estelas discóides colocadas nas cabeceiras  das sepulturas  exibem uma cruz insculpida no disco, são representadas com diferença de tamanhos. A maior sugere a sepultura de um adulto e a menor de uma criança. O disco representa a cabeça e o corpo confina-se ao espigão.

 O primeiro crematório de português, no cemitério do Alto de S. João, em Lisboa começou a funcionar em 1925

 

  •  O columbário romano, achado arqueológico
     A grande estrutura funerária localizada no meio de construções  de novas casas  transferida por guindaste para um novo lugar. 

     
     

                                                                 Parque Kotinoussa, Cádis