quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Abreu/ D’ ABREU- Senhores da Casa dos Abreus de Vila Pouca da Beira

 

       O D’ ABREU

          Os Abreus são originários de Travanca de lagos (Oliveira do Hospital), que, remonta do seculo XIV com o nascimento de Pedro Gomes de Abreu,  filho bastardo de D. João Gomes de Abreu, Bispo de Viseu, e de D. Brites d’Eça, filha de D. Fernando d’Eça, neta do Infante D. João, Duque de Valença, e de D. Maria Teles de Meneses, bisneta de D. Pedro I e de D. Inês de Castro.

 Pedro Gomes de Abreu era casado com  D. Mécia da Cunha,  filha do senhor de Tábua, Álvaro da Cunha, e de D. Ignês de Goes.

 

        Roque Fernandes D’ abreu, " o Pequeno" Nascido em Lourosa (1490 - 15/09/1572) faleceu com 82 anos. O Capitão de ordenanças mencionado como primeiro autoridade que se acha referido no termo de Lourosa - descrito por Manuel Rosado Marques de Camões e Vasconcelos(a) - estava casado com Briolanja Fernandes de Sequeira Castelo Branco.  , Senhores da Casa dos Abreus de Vila Pouca da Beira

 Supõe-se que Roque Fernandes D’ abreu seja filho de Luís de Abreu (1460 -?), filho e de Águeda Fernandes de Figueiredo (?  -   ? ) e neto de Pedro Gomes de Abreu e de Mécia da Cunha (1466-1521) 10ª senhora de Tábua.

 (a)   

O Sr. Manuel Rosado Marques Camões de Sousa e Vasconcelos (05/.10/.1899-? vivo 1974) Nasceu em residência em Alter do Chão para viver em Lisboa, embora tenha também domicílio em Midões (Tábua, Beira Alta), por ter casado com a D. Maria da Conceição de Albuquerque da Costa Brandão, filha dos Viscondes do Ervedal da Beira.

Roque Fernandes de Abreu descendeu:

António Fernandes de Abreu (        Lourosa, 12 Dezembro 1550-- 1582) casado Isabel Nunes de Figueiredo (1546-1582), pais de Roque Fernandes de Abreu (  ? - 13 Julho 1638 – 1683/92) Capitão de Ordenanças como o avô  (Roque Fernandes D’ abreu), e de Isabel Nunes de Figueiredo ( 1565– 1624) casada com Pedro Tavares, o Novo, Escudeiro-fidalgo (1550-1622), pais de  Simão Tavares que  nasceu  em  Nogueira do Cravo (1580/85  -1641 )

          

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Via antiga Rota do Sal

 

Via antiga Rota do Sal

Estrada romana de Conimbriga a Bobadela

 

 

 Via antiga Rota do Sal, antiga estrada romana que ligava Conimbriga a Bobadela, e terminava a este no concelho da Covilhã, percorria a cumeada da Serra do Açor, a partir das proximidades de Arganil e em direcção à Beira Baixa. O tempo agreste, no período de Inverno, que afectava as cumeadas da serra, as altitudes próximas de 1400 metros levando à queda de neve com regularidade, e o enorme isolamento que se registava face à ausência de povoações, podem ter projectado essa ligação para o fundo do vale, passando por várias aldeias e tornando o percurso seguro e transitável durante todo o ano. Advinha-se a precariedade do trilho pela informação recolhida em 1910, que mencionava um pequeno carreiro, que de tão estreito não permitia a passagem de animais de carga.

 

       Inicialmente seguia de Conímbriga até ao nó viário de Alcabideque, onde cruza o Itinerário XVI de Braga a Lisboa, continuando depois, segundo um documento de 1194, por Bem da Fé, Vila Seca, Água do Forno até ao vicus viário de Eira Velha, continuando depois por Lamas e Cervajota) Miranda do Corvo (cruza o rio Dueça em Porto Mourisco e sobe depois ao alto da serra por Cume, onde há calçada, descendo ao vale do Ceira por Pousafoles) Foz de Arouce (villa do Vale da Portela de Torres; cruza o rio Ceira em Alçaperna) Covelos (XX m.p. a Conímbriga; vestígios romanos em Eira Velha e Fonte do Ouro, possivelmente uma estação viária; continua por Póvoa da Abraveia, Pinheiro e Bogalhal) Vila Nova de Poiares (daqui seguia para a Ponte da Mucela, talvez por Venda Nova e Mucela, cruzando o Alto do Bidueiro junto do dólmen e ermida de São Pedro Dias) Ponte Romana-Medieval da Mucela sobre o rio Alva (alguns silhares almofadas da antiga ponte romana foram reutilizados na construção da ponte actual; continua pelo caminho da Quinta da Carvalha até reencontrar a EN17 adiante de Mucelão; em alternativa a travessia do Alva em época romana poderia fazer-se em Moura Morta, onde há uma ponte sobre a ribeira de Sabouga com possível origem romana e a respectiva calçada que segue para Moura Morta; vestígios de antiga exploração aluvionar) São Martinho da Cortiça (continua pelo alto do Marco do Concelho, Sobreira, Cortiça, São Martinho, Poços, Catraia dos Poços, entra em Sanguinheda pela rua da «Calçada Romana», e segue a norte da EN17 até Moita da Serra) Carapinha (continua por Venda da Serra, Venda do Vale, Cruz de Espariz, Gândara de Espariz, Venda do Porco e ao km 66 segue à esquerda pela EN230-6 que vai para Covas)

Ponte Romana de Bobadela sobre o rio de Cavalos (junto do cemitério) Bobadela (civitas)

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Melungeons

 

Melungeons

 Quando Portugal estava sobre a governação da corte castelhana no seculo XVII, desapareceram muitos marinheiros e navegadores portugueses e espanhóis.




     A história norte Americana menciona – náufragos navegadores portugueses e espanhóis que chegaram aos Estados Unidos da América no seculo XVII que se misturam com os indígenas locais (índios) e, dos seus casamentos descenderam crianças de olhos azuis e pele clara, formando uma nova etnia.

 

       A presença da etnia dos melungeons espalhou-se pelas Montanhas Appalachia , a leste do Tennessee , sudoeste da Virgínia e leste do Kentucky, e  sentida na   Virgínia e Carolina do Norte - sujeitos a discriminação como o0s Índios nos últimos 300 anos.

Embora não haja consenso sobre quantos descendentes existem hoje. Os estudos genéticos afastam a teoria de que os melungos sejam descendentes de portugueses. As evidências genéticas mostram que as famílias historicamente chamadas de melungas são descendentes de homens africanos subsaarianos e de mulheres brancas com origem no norte e no centro da Europa.


     O mais curioso é que, os Melungeons referem ser descendentes de pessoas livres de origem de portugueses. E dizer que eram de "origem portuguesa"  foi uma maneira que os antepassados dos melungos encontraram para escapar da escravidão e para reter outros privilégios que acompanhavam o status de serem considerados "brancos. "

 

    

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Alcunha de Cuco

 

                               Alcunha de  Cuco

 

  os grandes centros populacionais não deixam de ser aglomerados rurais,  com uma  em linha de   hábitos, tradições, costumes,   fluxos migratórios entre freguesias vizinhas. As alcunha fazem parte do apanágio das aldeias afectando os laços de  parentesco e as relações da vizinhança, proíbe casamentos. Muitas aldeias  mudaram de nome  para ocultar as alcunhas  às gerações futuras; Os cucos da  Aldeia do Mato, em 1948 mudou  para   S. Pedro do Corval

 Os nomes fictícios dos nascem por diversas razões…

A metáfora lúdica coloca o Cuco como um actor no centro do palco.

      O cuco é uma ave de costumes reprováveis. Não constrói o seu ninho, e vai depositar os seus ovos nos ninhos de outras aves.  Deposita um ovo em cada ninho e, para que a ave  não se aperceba da tropelia, come os ovos lá existentes. O cuco vive de sentido de oportunismo. Os cucos fêmeos são promíscuos, copulam com vários machos. Casar com a filha de um cuco é agoiro.

Cucos da Ataíja de Aljubarrota do município de Alcobaça,  e os Cucos do Barril d’alva, Coja, povoação   sobranceira ao rio Alva   não ligam à má  fama que têm. 

 O Cuco mal nasceu perde o apelido   e ganha um nome  pejorativo.   

sexta-feira, 8 de julho de 2022

O Casal d'Abade

 O Casal d'Abade

      A robustez de muros da praça pública, fonte e outros achados dispersos em «Cazal d'abbade » são indícios que permitem levantar o véu sobre um possível dómus de plebe ou de patrícias, totalmente desaparecido. Sem fontes manuscritas, só poderão suscitar dúvidas acerca transcrição exacta do milésimo ou era.

       Casal d’Abbade foi uma dos locais mais remotos da freguesias de Lourosa, anterior à reconquista Cristã,  que no século XVII, aparece constituía por  uma  comenda,  e um casal rústico,  residência de um abade administrador dos rendimentos que estavam sob o domínio abacial dos monges regulares. Daí a proveniência toponímica Casal d’abade com um clérigo secular até à extinção das ordens religiosas.

           A aldeia Casal de Abade era servida desde o seculo XVII até 1930 por um caminho estreito de terra batida até à estrada real com os animais a tração animal a deslocar-se com muita dificuldade.


                   Demografia do Termo de Lourosa

           Casal d’abbade tornou-se uma pequena aldeia, solitária, activa e laboriosa no outrora. É desconhecido o povoamento e o desenvolvimento do casal d’abbade após das arrematações dos terrenos do termo em hasta-publica de 1837.   

Sabemos pelos mais velhos que os seus antepassados eram arroteadores do local e os seus pais os compradores do que actualmente possuem.   

 A década de 1950 regista uma saída acentuada de gente, principalmente para Lisboa.

       Os descendentes dos primeiros proprietários das terras eclesiásticas de 1837, após da extinção das ordens religiosas de 1834, trouxeram maior crescimento demográfico entre 1864 e 1900: ano de forte contracção no crescimento pela sangria emigratória dos seus netos para o Brasil Americano e África e pelo fluxo de mortes ligado à pneumónica que assolou fortemente Portugal de 1918 a 1922, ano da estagnação da população que durou até 1930.

      Os mais aventureiros que emigraram desde 1869 sem meios económicos para fazer face às despesas decorrentes e tiveram que recorrer aos empréstimos dando como garantia o seu património herdado da família.

A sorte não chegou a todos e os que alcançaram fortuna nunca voltaram para resgatar os seus haveres. Os «Oriolas» que voltaram a Portugal não puderam cumprir os seus empréstimos assumidos ficaram com os seus bens penhorados.

       Quanto à estagnação da população de 1922 até 1930, deve-se aos bisnetos que deixaram a aldeia e  a família, para irem para  Lisboa.

                               Casal Abade do Termo de Lourosa

      Os caminhos assinalados do termo de Lourosa no seculo XIX até meados dos anos tinta do seculo XX encontravam-se em mau estado e de inverno os carreteiros chegavam a ver os seus carros virados e  as mercadorias espalhadas pelo piso. Os Boleeiros queixavam-se de afundar as rodas das seges e das carruagens na lama. O caminho dos Burros servia as Quintas das Medas. Daí abriu-se uma estrada de terra batida para a sede da freguesia do termo, Lourosa. Mais tarde, interligou-se actual estrada da Venda do Porco para Lourosa, construída sobre um antigo trilho que terminava em Casal de Abade, e seguiu pelo caminho de pé posto até à quinta das Cabeçadas, servido um carreiro da estrada real. A administração Geral das Estradas e Turismo abre uma estrada pelos pinhais das cabeçadas a comunicar com as Quintas das Medas até Lourosa. – Livro do regulamento dos serviços do Comércio decreta 10224 – 3 de Novembro de 1924. Ministério do Comercio e comunicações. O documento não refere datas de início nem conclusão das estradas rurais junto à estrada real, e menciona entre muitas a zona do Poço do Gato com trabalhadores locais em exercício à jorna em períodos contínuos.

 


quarta-feira, 6 de julho de 2022

Dicionário Onomástico medieval

 

Dicionário Onomástico medieval

O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa.

Belcouce (Coimbra)

 Na toponímia antiga da cidade, existiam com esta designação um arco ou porta, uma rua e uma torre. De facto, ao cimo da Couraça da Estrela, ergueu-se até 1778 a porta ou arco de Belcouce, a porta principal da Aeminium romana, um dos raros monumentos dessa época que se manteve até ao século XVIII. Apesar da sua demolição, a planta da cidade de 1845 ainda designa aquele local como o “sítio da porta de Belcouce”. Para proteger a muralha, erguia-se, junto ao arco, uma torre com o mesmo nome, mandada edificar por D. Sancho I na primeira década do século XIII; a rua de Belcouce, de que existem poucas referências, deveria ser o prolongamento do largo da Estrela para o lado da Couraça, junto à muralha e à torre.

No Livro Preto, existe um documento de 1123 onde se fala de uma porta “quae arabice dicitur Alcous”, nome que posteriormente aparece sob as formas Valcouce (século XII), Avalcozi (1220), Avalcouze (1230), Avalcouce (1230 e 1317), Val Cousse (1399), e Belcoyce ou Belcouce (do século XV em diante).

A pedra da porta romana foi vendida 24 de Novembro 1845, tendo a Câmara notificado Miguel Carlos satisfazer a importância de 30 mil reis.


No foral de Castelo Mendo menciona-se Magidi, que corresponde a Mido (povoação que pertenceu sucessivamente aos concelhos de Castelo Mendo, até à sua extinção em 1855, Sabugal, e Almeida, a partir de 1870) e a Mangide, em Pinhel.

 Santa Maria de Burio - Um documento de 883 refere-se ao mosteiro de Santa Maria de Burio étimo topónimo seja o latim ‘abegoaria’,

 Cambres com o termo botânico latino CRAMBE ‘couve’, por ser terra muito fértil que, além de vinho, cereais e frutos, produz muita hortaliça, nomeadamente couves.

 Midão e Midões, certamente relacionados com o nome próprio Midon. Tratando-se de um curso de água,

 Pinhal do Peche (Oliveira do Hospital), / pincho dos falares da Beira. - um alótropo moçárabe de pecho, e Pechins –  significa fecho , ou encerrado.” Pinhal fechado.”

 Ribeles (Oliveira do Hospital). Ribadellas XVI - vale sobranceiro ao rio que atravessa a veiga de Lalim.

 Vale de Rocim (Oliveira do Hospital). Vale Rauzendus

 Vale de Taipa (Tábua), Quinta da Taipa (Oliveira do Hospital),— thápia ‘taipa; parede construída de terra e pedra amassadas’ —

 cacheiro ‘a referida saliência’ e ‘espécie de bengala, cujo castão forma ângulo recto com a haste’,

 Pinhal de Farripes (farrapos) (Oliveira do Hospital). Farripas, falripas, farripos e farrepas são sinónimos de ‘cabelos ralos e curtos; grenha’, de origem obscura. Farripa documenta-se como alcunha já em 1278.

 Carapinhal  - árvore chamada carpa, espécie de pereira brava, por anaptixe, resultaria. Carapinho (nome de um casal do carapinhal.), a par de Carapinha e seus

Derivados.  Carapinhal e Carapinheira em terras alentejanas são  sinónimos de Esteval, Esteveira, Giestal - 1059 Pedro A. FERREIRA, Op. cit., vol. III, p. 33, 131 e 234-235. Em passagens anteriores (Op. cit., vol. II, p. 90 e 269),

 Goulinho (Oliveira do Hospital). Relacioná-los com gola, do latim ‘- passagem estreita, corredor’ que dá passagem a pequenos barcos’

 Tal como Carxana (Carregal do Sal), Carrachana pode ser derivado de carcha 'cada uma das partes de uma batata cortada ao meio', vocábulo usado nas Beiras.

 Vale da Borracha (Oliveira do Hospital). moçárabe. Segundo Corominas, o adjectivo borracho. Bêbado’, -‘rojizo’, por el color del que ha bebido”  terá passado do castelhano ao português

 São Pedro de Moel, - configuração geográfica do lugar-  as falésias nele existente. Em documento do tempo de D. Afonso Henriques define as linhas que limitavam o Couto da doação alcobacense . consta, de facto, o nome Moer, não se sabe se ele é referido à dita ribeira ou à própria povoação de São Pedro de Moel - Mon ‘monte’ e calva ‘lugar com pouca vegetação’

A primeira abonação de moleiro, do latim MOLINARIU 'moleiro', também derivado de Mola 'mó', regista-se em 1200.

Columbeira, Vale da Columbeira (Bombarral).

Columbeira é povoação da freguesia de Roliça,  

Pombeira, é derivado do latim COLUMBA ‘pomba’, que tem outros representantes na  nossa toponímia como, por exemplo, Comba e Alcombral.

1409 Da mesma família etimológica são os topónimos moçárabes registados por Menéndez Pidal e Galmés de Fuentes Columber, Columbar e os antigos Qolomba e Santa Qolomba, 1410 nome também presente num documento nacional do século X, que alude a uma vila Colomba.1411 Pedro de Azevedo recolheu no Glosario de Simonet um “númeroavultado de palavras românicas influenciadas pela pronúncia árabe, que se conservam entre nós como nomes de lugares” e que são, por vezes, “apelidos de proprietáriosque se fixaram nas terras que lhes pertenciam por qualquer título.”. Entre esses antropónimos figura Colombária, a que o Autor atribui a etimologia de Columbeira.

D. Afonso Henriques a fundar em 1142 a vila e o castelo do Germanelo, implantando-o sobre um de dois montes de configuração semelhante que, por isso, são referidos, num documento régio de 1160, como germanelos: “O germanellus, por ter a mesma forma cónica e aproximadamente a mesma altura de outro morro, (...) pode dizer-se [seu] irmão germano, gemanelo ou irmãozinho.”.1067 Couto dehomiziados com amplo foral, a antiga vila do Germanelo foi, entre 1142 e 1146, sede de um município que, com o prosseguimento da Reconquista, perdeu importância e se integrou no de Coimbra.

No foral do Germanelo descrevem-se pormenorizadamente os seus limites e pode, de facto, ler-se que o termo “vai depois para o sul indefinidamente e compreenderá tudo quanto os habitantes do Germanelo puderem e quiserem habitar e ocupar”.

 

 De : MARIA LUÍSA SEABRA MARQUES DE AZEVEDO

 



segunda-feira, 4 de julho de 2022

Licitação dos bens conventuais em hasta pública

 

Licitação dos bens conventuais  em hasta pública




 Vendas dos relatórios e contas da Junta do Crédito Público, organismo encarregado da venda dos bens nacionais desde 1835 até ao fim do ano económico de 1842-43.

      A Venda de bens das corporações de religiosos regulares ( (Decreto de 30 de Maio de 1834) assinado por Mouzinho da Silveira.

     Os Bens da Igreja - Os passais, adquiridos em 1835  hasta publica que nunca foram baldios tinham  oliveiras velhas.

 

     A casa real, a nobreza e o clero eram os proprietários dos recursos que contribuíam para a subsistência do povo.

  Os camponeses, viviam afectados por nunca poderem ser proprietários de nada. Viviam e trabalhavam nos terrenos de um proprietário.



 

     A venda dos terrenos das ordens religiosas em hasta pública a partir de 1836 trouxe um aumento da superfície de área cultivada e produtividade agrícola. Os que compraram, fossem elas férteis ou em desamortização “especializaram-se e melhoraram os cultivos graças às novas inversões.”

      Não se sabendo ao certo o espaço desamortizado pertencentes à nobreza e ao clero, sabemos que o regime liberal teve o objectivo de salvaguardar as suas despesas como acabar com a desamortização e criar uma sociedade de pequenos proprietários adictos ao regime. Se transformassem em novos-ricos.




Entre os bens licitados em hasta pública encontravam-se os campos férteis dentro de grandes propriedades, adquiridas pelos mais ricos a viverem geralmente em cidades, e as parcelas mais pequenas, foram compradas pelos habitantes mais bem-sucedidos (filhos segundos) de localidades próximas.

 

A desamortização dos mosteiros, isolados contribuiu para a transformação de um novo modelo residencial. Os mosteiros viraram a conventos com a concentração de um aglomerado de gente que junto a ele construiu uma povoação. Muitos dos antigos edifícios religiosos passaram a ser utlizados como edifícios públicos; quartéis ao serviço das povoações.   




 

Muitos quadros e livros de mosteiros foram vendidos a preços baixos e acabaram por engrossar os fundos das bibliotecas privadas, públicas ou de universidades.

 

 


 

 

O exemplo dos terrenos dos bispos condes de Arganil

Três quartos da totalidade dos terrenos pertencentes bispos condes de Arganil estavam em desamortização. Eram considerados inférteis, e simplesmente utilizados para caça e corte de árvores.

 

 


       As vendas em hasta publica foram feitas após da constituição liberal. Os proprietários estavam sós com as suas famílias. Era preciso povoar as aldeias desertificadas.




     O local, ou anterior povoado por gente (liberais antes de 1844) que morreu sem perdão, sepultados num solo profano, e um pequeno numero em solo sagrado.