sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Dicionário eclesiástico

 

Retalhos do Código de Direito Canónico

«Os cânones do Código não ab-rogam nem derrogam as convenções celebradas pela Sé Apostólica  permanecendo  em vigor, não obstante as prescrições contrárias a este Código.»




       A igreja colegiada anterior ao seculo XVI era autónoma, e mantida por uma comunidade presidida por um reitor, ou membro “secular” do clero, A sua administração e observância desse tempo é autónoma da diocese.

     No período medieval os residentes, pagando um vigário para empreender o serviço divino em seu lugar. As colegiadas eram igrejas menores ou capela com um baptistério capelas pertencente a um curato de uma ordem religiosa, autónoma, eram sustentadas pelos católicos locais:-Devem ser sustentadas pelos paroquianos; rendimentos do dízimo dos habitantes do termo (freguesia) e da subsistência vinda do Passal.

 Curato - ou curado - era uma zona geográfica eclesiástica (ordem religiosa) provida de um sacerdote secular, residente para cuidar das actividades religiosas da paróquia, autónoma - comumente referido na actualidade como Clero diocesano,

 Vigairaria é dirigida por um vigário (vicarius) e representante a dirigir as igrejas particulares de uma prelazia territorial sacerdote pago. As circunscrições eclesiásticas (Igreja  particulares) são referidas em Avô, Coja, Vide e Alvoco.     

Cada vigário tinha divisões territoriais e administrativas

     As capelas, ou vicariato Apostólico da prelazia territorial dos cónegos Regrantes de Santa Cruz de Coimbra com autoridade própria. Não estavam estabelecidas numa diocese, mas divididas e remetidas à responsabilidade de um vigário (administrador)  




(estatutos prelazia aprovados pela Santa Sé)

 A partir do século XIII, os Reis e bispos passaram a considerar os Prebendas  (    Rendimento eclesiástico).   Geralmente os legado em testamento prevê a execução de missas para o repouso das almas do testador e suas famílias pelo clero da colegiada ou seus vigários.

 

 O ímpeto das grandes transformações em edifícios religiosos deram-se no seculo XVII, após de 1622, no reinado do Filipe III de Portugal, IV de Castela, o Piedoso, levando muitas fundações de igrejas e reconstruções de capelas paroquiais existentes,  para melhores acomodações do chantre; a comumente intenção de facilitar a reitoria da paróquia para  se sustentar melhor.      

 Os edifícios eclesiásticos eram construídos nascente a poente.

     As Capelas eram apenas compreendidas pela área que hoje é designada por capela-mor.

    Ermidas - (apelidada) – casa religiosa fora (longe) das povoações.

Muitas ermidas tinham o corpo destinado á assistência de fiéis, e cerca de um metro destinado à mesa do altar

Pináculos encimados de Fogaréus:

Pináculos - Estrutura, geralmente cónica ou pontiaguda, que remata a extremidade de uma igreja

Fogaréus -Recipiente de ferro elevado em hastes, no qual, de noite, se acendem pinhas ou matérias inflamáveis para alumiarem.

 Todas as Capelas de São Cristóvão começaram por ser templos pequena dimensão. As datadas do início do século XVI, em sítios de outros templos que ao longo dos tempos foram sofrendo aumentos e reformas.

As Capelas S. Cristóvão  são  reconhecido pela Igreja católica depois do Séc. XII.

                                                                                  Seculo XIX

 A razão por que foram encontradas enterradas Imagens e peças de prata de uso litúrgico.

A fuga às tropas napoleónicas, os proprietários fizeram com que as suas peças valiosas fossem enterradas para não serem furtadas. E , por qualquer razão  que os impediu de as voltar a recuperar , em parte  por  morte , os seus cúmplices,  conhecedores do  enterramento    voltaram. ao local para se expropriar  dos bens do falecido.  O mesmo terá acontecido com os bandos de  ladroes, aprisionados, e sentenciados ao degredo  a Africa.  

                                               Seculo XX

 Sabemos que muitas acrópoles foram arrasadas para darem lugar a outros edifícios.    

 A ignorância dos padres:  «A Igreja condenava os cosméticos que desagradavam a Deus. O qual, é bem sabido, proíbe que se deforme o corpo que ele moldou com as suas mãos. »

      Cruz Trilobada - representar o símbolo da Trindade, com braços terminam na forma de um trevo.

      Messiânicas -    Relativo à vinda de um messias ou redentor

Joaquimitas- movimento heterodoxo de rigorosa observância da Regra franciscana, surgido no século XII, que surgiu a partir dos franciscanos seguidores do abade Joaquim de Fiore, que em m 1215, as  suas ideias foram condenadas no Quarto Concílio de Latrão. Onde foi duramente reprimido.

Pé de altar --rendimento que os párocos usufruem dos serviços religiosos prestados aos paroquianos

Os rendimentos do pé d’altar -- podem duplicar ou multiplicar, ou  por muito mais  o valor dos rendimentos certos:

Porta em  arco conopial – sinagoga de Tomar

Edículas gradeadas - nicho ou santuário

Pias Baptismais do século XvIII  estavam obrigadas a uma altura de 1,10m e a 2, 35m de perímetro de forma octogonal. 

Dia do aziago – dia de azar

 Côngrua - O que os habitantes de uma freguesia pagam ao pároco para sua sustentação.

Côngrua ou renda de sustentação, e quem chamasse  os encargos do ónus de cura paroquial: os rendimentos certos (a côngrua em sentido estrito) e os rendimentos incertos, no essencial o pé d`altar.

A primeira uma parcela em dinheiro e outra parte de pequenas prestações em géneros: um pequeno contributo de trigo para hóstias, vinho para as missas, cera para o altar-mor, azeite para a lâmpada, sabão para a lavagem dos sanguíneos e roupa da igreja, incenso para as principais festas, e uma pequena quantia em dinheiro para o ensino da doutrina.

Também podia ser uns alqueires/almudes de milho, cevada, centeio, pão meado de trigo.

 Quando não vai fixada aquela parte em dinheiro, o volume dos recebimentos em géneros é mais avultado.

 Acólito. (expor e repor a Sagrada Eucaristia. Vestes a alva e o cíngulo). Ordem maior subdiácono, diácono, sacerdote e bispo. servidor, ministro, pela qual o candidato recebe bênção especial para ajudar na Santa Missa e se aproximar do altar.

Diácono //  subdiácono  - transporta  as  hóstias e  vinho  ao sacerdote.

 Com o Concílio Vaticano II as ordens menores foram suprimidas (1961)

 Ostiariato -“ostium” que significa “porta -  conhecemos pelo nome de “sacristão” – é a ordem pela qual é comunicado ( seminarista) o poder especial de abrir e fechar as portas da igreja, de tocar os sinos e de abrir o livro ao pregador da palavra divina. Está-lhe confiado o cuidado de conservar tudo em perfeito estado, de cuidar das hóstias e do vinho. Deve guardar os livros usados nas funções litúrgicas. A ordenação do ostiário se faz entregando-lhe o bispo as chaves, as quais constituem a matéria. A forma são as palavras do Bispo proferidas neste ato: lembram-lhe como tem de dar conta a Deus pelas coisas que são fechadas com estas chaves.

 Ordem dos Frades Menores (em latim Ordo Fratrum Minorum.), também conhecida por Ordem de São Francisco. Convento do Varatojo -Vivem em obediência, sem nada próprio e em castidade.

Minoristas – clérigo da ordem menor

clérigos regulares recebem a  prima tonsura - 

A parte dos incertos da renda no essencial o pé d`altar dos curas e vigários, que vai menos vezes especificada, consta em alguns casos de alguns rendimentos de foros e rendas de passais e bens da igreja, , e dos diversos rendimentos paroquiais: o folar, o pé d`altar, as primícias, as sanjoaneiras. Muitas destes rendimentos incertos, vão englobados na designação geral de pé de altar.

 Os rendimentos do pé d’altar são as rendas dos párocos que não têm acesso à parte dos dízimos; -- estes, podem duplicar ou multiplicar, ou  por muito mais  o valor dos rendimentos certos da Côngrua :

O pé d`altar pode multiplicar por 10 o valor da côngrua (em dinheiro);

o memorialista diz que o pároco de Vila Pouca  tem de côngrua 40.000 réis e outros 40.000 pelo pé d`altar»

a renda dos incertos para os que  não têm  dizimaria ( recebe os frutos certos) , por vezes muito mais pequena.

 Côngrua de rendimentos certos vai fixada em dinheiro com mais alguns frutos. as queixas e lamentações vem sobretudo dos curas e vigários contra os baixos rendimentos e côngruas miseráveis que não lhes permitem ter casa digna que  possa  honradamente hospedar pessoas de obrigação, e  e cumprir com suas obrigações e estatutos. 7.000 Réis é considerada côngrua limitada ao vigário de Souto de Aguiar da Beira.

. Rendimento ténue também considera os 25.000 réis que regista de côngrua o vigário de Benespera, (c. Guarda).

O cura de Cidadelhe, Pinhel, regista de côngrua, em dinheiro, a módica quantia de 2.600 réis. A que se acrescentam 130 alqueires de centeio, 32 alqueires de trigo e 2 almudes de vinho. E diz que se precisava de 20.000 a 30.000 réis para a sua côngrua

 

      Em Mido ( antiga  freguesia  do município de Almeida) o curato é dito, cura sanjoaneira; vai assim definido, certamente, por receber os direitos de sanjoaneira (que por regra vão recolhidos e arrendados com os dízimos, tal como também as primícias), que neste caso ficam ao cura ou vigário.

sanjoaneira é um  rendimento  variável e  depende dos usos e costumes praticados nas paróquias, do volume dos actos religiosos e cultos realizados, legados testamentários; por isso lhe chamam também mais circunstancialmente, bens d`alma, rendimentos do culto, rendimentos do sino, estes decorrentes do serviço de toque de sino, por baptismos e óbitos, outras cerimónias e eventos festivos.

     As primícias na Bíblia, referem os primeiros frutos de uma colheita; os primeiros animais de uma cria como ofertam para o sustento dos sacerdotes (Deuteronômio 18:1-5). E as ofertas regulares individuais dos judeus nos tempos bíblicos.  

 O primeiro filho de um casal era conhecido como primícia (a primícia [primogénito] da filha).

     Quando era necessário dinheiro na paróquia, e o cura não tinha como exigir alem do que estava discipulado, pedia que lhe levassem as primícia [sexagésima parte da primeira colheita] em grão, vinho e azeite.

Também havia o dia das Primícia no primeiro dia após o sábado de Páscoa, Oferecendo-se ao Senhor um pequeno feixe da primeira colheita – desaparecido em 1910, como todos os dízimos, incluindo a Côngrua.     




Anacoreta – monge eremita

Antifonário -    livro de cântico litúrgico 

Apóstata – monge castigado

Asceta  -em esforço moral e físico.

Arúspice - Sacerdote que predizia o futuro consultando as entranhas das vítimas.

 

Bezerro-  Livros das actas do  capitulo geral /existe em  Singeverga

Botica-.  farmacologia  

Pos ila (Apostila )– sebenta  do monge

Brévia  - casa de descanso  por dias .

Beneditinos --  Ordem de São Bento   (Ordo Sancti Benedicti,  composta em 529 para a abadia de Monte de Cassino,

Breviário- livro de  horas

Capitulo -  sala de reuniões

 Carta de profissão – carta de professado  

Cartório- arquivo

Cartorário-mor Cartivista   - monge paleografico0

Casa maior com muitos monges

Casa menor – poucos monges (13)

Congula – manto amplo usado nos ofícios do coro

Colégio  - casa do estudo   

Celerário / Ecónomo – responsável pela administração  material.

Cenobita -  monges   em comunidade

Companheiro -   secretario do abade geral 

Costumeiros livro de costumes

Converso  - monge que não  esta destinado ao sacerdócio - leigo

corveira  (Trabalho) – com o carro de bois

cura   -   responsável da capela

corista – estagiário  3 anos depois do noviciado, em celas do Coristado

escapulário  - um avental caído 





                                                Época Medieval

 Pecado de fornizio – pecado sexual

  «barregã» -  também era utilizada para uma outra realidade social fora da esfera da Igreja, nomeadamente em relação às mulheres solteiras que se envolviam com homens solteiros e casados, como se constata no Sínodo de D. Diogo de Sousa, 24 de Agosto de 1496, na constituição 46, «Que falla dos barregueiros casados», em que a mulher solteira é acusada de corromper e de violar o casamento («o santo matrimonio seja per ellas corrompido e aviolado»), enquanto instituição, e de provocar danos («usos e gastos illicitos») e escândalos, nomeadamente às esposas legítimas76 que eram abandonadas pelos marido («serem desemparadas»), ficando deste modo sem sustento: 

 Tratado de Confissom - relativamente ao adultério feminino, verificamos a existência de uma circunstância excepcional em que a culpa do adultério cometido pela mulher era atribuída ao homem, pois, quando o marido não quisesse «jazer» com a mulher, e esta procurasse a companhia de outro homem, o pecado era apenas atribuído ao marido.

 Libro de las Confesiones –  refere-se o pecado «vanidat» e «loçanias» (vaidade) que está intimamente relacionado com o corpo das mulheres cujos ofícios são responsáveis pelo incentivo ao pecado.

      Quanto a outros pecados sexuais, verificamos que o «pecado sodomítico».

 

 Para os legisladores quatrocentistas, o baptismo devia ser feito o mais cedo possível. No entanto, este princípio nem sempre foi assim assumido. Essa é a razão pela qual, neste aspecto, no século VI, as preocupações diferem muito das do século XV, na medida em que no primeiro caso se referem baptismos de adultos, na sua maioria, e no segundo já se considera o de crianças recém-nascidas.»

O pecado contra natura foi considerado o pior dos pecados sexuais.

«Ainda he de saber que em luxuria pecam os homes e as molheres contra natura, que he o mais espantoso e o mais avorreçivill pecado de todos os outros…

«São raros os documentos que aludem o vício feminino»

non son demasiado frecuentes;  en los raros casos en los que se constata, las mujeres implicadas  recibían  muy mala consideración y eran castigadas, aunque no con la muerte, como en el caso masculino.»

 Homossexualidade feminina – as referências nos textos religiosos são escassas.

«A bestialidade, las relaciones sexuales del hombre con animales, es una acusación particularmente injuriosa…» bestialidade foi punida de morte.

 Livro do Levítico: «Se um homem tiver relações com a mulher menstruada, a impureza dela atingi-lo-á, e ele ficará impuro durante sete dias.»

 As jogralesas (jograis)e cantadeiras surgem-nos como mulheres que exibiam o corpo, chamando a atenção dos homens e das mulheres e eram acusadas de terem ofício do diabo, pois induziam os espectadores ao «amor malo», ou seja, através dos movimentos dos seus corpos, olhares e gestos, suscitavam nos homens e mulheres pensamentos sujos relacionados com o desejo carnal. Não nos podemos esquecer da presença das jogralesas e cantadeiras na poesia trovadoresca, nomeadamente em alguns cantares de escárnio e, por exemplo, a sátira de Pero da Ponte contra Maria Peres, a Balteira, famosa cantadeira e bailarina das cortes de Fernando III e Afonso X, cuja vida dissoluta proporcionou a criação de muitos escárnios.

 Os laboriosos bispos e os cónegos de Coimbra sentiam-se envaidecidos….  viviam  como reis.   O dia de gala, o coche do bispo era reconhecido em trânsito pela cidade de Coimbra. Saiam das carruagens a exibirem amplos chapeirões de aba larga, sapatos pretos e de couro com fivela de prata exibindo fitas pretas de seda sobre o peito do pé. 


sábado, 8 de julho de 2023

A Palmatória

 Retirado do Correio de Coimbra 

 A palmatória foi o mais importante instrumento punitivo usado pelos veteranos da Universidade de Coimbra até à Revolução de 1910. Intimamente associada às imagens disciplinares do ensino da gramática e primeiras letras pelos mestres, a chibata e a palmatória em formato de espátula ocorrem na iconografia medieval como símbolos de um dos saberes do Trivium, a Grammatica, ministrada nas Faculdades de Artes Liberais. As palmatória primitiva seriam em formato de espátula, com ou sem furos, algo próximas das espadelas do linho que em Portugal sobreviveram até ao século XX.

     O ensino à base da memorização, disciplina e obediência à autoridade do mestre ficou longamente associada aos colégios da Companhia de Jesus, onde se usava a palmatória, estabelecimentos abolidos pelo Marquês de Pombal em 1759.

      Este instrumento disciplinar esteve em uso em Portugal nas escolas de instrução primária, colégios e seminários católicos até meados do século XX. Conhecida na gíria escolar por “Santa Luzia” e “Menina dos Cinco Olhos”, a palmatória apresentava cabo curto trabalhado em torno de marceneiro e pá circular com cinco perfurações (José Leite de Vasconcelos, Etnografia Portuguesa, VIII, 1982, p. 505). Era chamada “Santa Luzia”, uma vez que a sua forma lembrava a bandeja onde Santa Luzia exibia ante os crentes os olhos que lhe haviam sido arrancados no martírio.

     A palmatória é abundantemente referida na literatura coimbrã      Até 1910  e aqui e ali nos processos disciplinares da Polícia Académica como o instrumento mais utilizado na aplicação de palmatoadas, boladas ou “bolas” nas palmas das mãos. Palmatórias havia que tinham uma face coberta de couro e outra esculpida. Os furos funcionavam como ventosas e formavam bolhas e hematomas nos sítios onde a pá fustigava a pele.

      Nos museus ligados à instrução primária portuguesa existem exemplares de palmatórias. No Museu Académico de Coimbra encontra-se uma que pertenceu ao estudante Antero de Quental e que lhe valeu em 1859 oito dias de prisão, pois que sendo o mesmo Antero aluno do primeiro ano de Direito andou na noite de 20.04.1959 com outros colegas dando praxe a um aluno liceu, para mais embuçados nas capas e munidos de tesouras, palmatórias e cacetes (Ana Maria Almeida Martins, Antero de Quental, 1986, pp.70-72; Mário Brandão, Antero de Quental estudante, Coimbra, 1957).

quarta-feira, 5 de julho de 2023

Juiz pedâneo ou de vintena

 

Juiz pedâneo ou de vintena substituído pelo regedor

 Segundo as Ordenações Filipinas, as aldeia com mais de vinte vizinhos e que diste uma légua da cidade ou vila, deverá haver um escrivão de vintena para escriturar o testamento dos   doentes,.   É nomeado pelos vereadores da Câmara  como  responsável pelos seus cadernos cosidos e pelos erros que vier a cometer.   

 Juiz pedâneo era o juiz das aldeias, o mais ínfimo na escala dos juízes. Era mandado servir em lugarejos longínquos, de importância ainda menor que aqueles onde servia o juiz vintenário. Tinha este nome por andar a pé ou por julgar "de pé".

Juízes pedâneos ou de Vintena eram um magistrado nomeados conjuntamente pelos Juízes de Fora, ou pela junta composta pelo juiz Ordinários, vereadores e procurador de cada concelho.

 

      O cargo de Juiz de Vintena é extinto a partir de 1 de Janeiro de 1831, transitando as suas atribuições para os Regedores e Juntas da Paróquia.

Regedor é a designação atribuída a vários magistrados Em Portugal, entre 1836 e 1977, o regedor era o representante da administração central junto de cada freguesia. Mouzinho da Silveira levou à introdução da freguesia ou paróquia civil, como subdivisão administrativa do concelho, em 1832. Cada paróquia teria um órgão de administração local eleito (a junta de paróquia) e um magistrado administrativo representante da administração central (o comissário de paróquia). os regedores garantiam a boa aplicação das leis e dos regulamentos administrativos e exerciam a autoridade policial no território da freguesia.

 

      O decreto de 20 de Julho de 1842 estabeleceu que o uniforme dos regedores seria uma casaca azul, com um ramo de carvalho de ouro bordado em cada uma das golas, colete de casimira branca, calças azuis, botas e chapéu redondo. A casaca e o colete teriam botões com as Armas Reais. O chapéu teria o laço nacional e uma presilha preta, na qual estaria gravado o nome da freguesia. Uma das principais funções dos regedores era a de policiamento da freguesia. Para os auxiliarem nas suas funções policiais, os regedores tinham às suas ordens, funcionários designados "cabos de polícia". A importância dos cabos de polícia foi diminuindo, à medida que se foram alargando as áreas de intervenção da Polícia Civil (depois Polícia de Segurança Pública) nas áreas urbanas e, mais tarde, da Guarda Nacional Republicana nas áreas rurais. A última regulamentação dos regedores, foi estabelecida pelos códigos administrativos de 1936 e de 1940. Os regedores deixaram de ter o estatuto de magistrado administrativo, passando a ser os representantes dos presidentes das câmaras municipais e nomeados por estes - salvo nos concelhos de Lisboa e Porto, onde seriam nomeados diretamente pelos governadores civis. Incumbia aos regedores: cumprir e fazer cumprir as ordens, deliberações e posturas municipais e os regulamentos de polícia, levantar autos de transgressão sempre que necessário, auxiliar as autoridades policiais e judiciais sempre que necessário, agir de modo a garantir a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas, auxiliar as autoridades sanitárias, garantir os regulamentos funerários, mobilizar a população em caso de incêndio e cumprir outras ordens ou instruções emanadas do presidente da câmara municipal.

 

A figura do regedor de freguesia foi extinta na sequência da introdução da Constituição da República Portuguesa de 1976.substituído pelo regedor

 

Segundo as Ordenações Filipinas, as aldeia com mais de vinte vizinhos e que diste uma légua da cidade ou vila, deverá haver um escrivão de vintena para escriturar o testamento dos   doentes,.   É nomeado pelos vereadores da Câmara  como  responsável pelos seus cadernos cosidos e pelos erros que vier a cometer.   

 Juiz pedâneo era o juiz das aldeias, o mais ínfimo na escala dos juízes. Era mandado servir em lugarejos longínquos, de importância ainda menor que aqueles onde servia o juiz vintenário. Tinha este nome por andar a pé ou por julgar "de pé".

Juízes pedâneos ou de Vintena eram um magistrado nomeados conjuntamente pelos Juízes de Fora, ou pela junta composta pelo juiz Ordinários, vereadores e procurador de cada concelho.

 

      O cargo de Juiz de Vintena é extinto a partir de 1 de Janeiro de 1831, transitando as suas atribuições para os Regedores e Juntas da Paróquia.

Regedor é a designação atribuída a vários magistrados Em Portugal, entre 1836 e 1977, o regedor era o representante da administração central junto de cada freguesia. Mouzinho da Silveira levou à introdução da freguesia ou paróquia civil, como subdivisão administrativa do concelho, em 1832. Cada paróquia teria um órgão de administração local eleito (a junta de paróquia) e um magistrado administrativo representante da administração central (o comissário de paróquia). os regedores garantiam a boa aplicação das leis e dos regulamentos administrativos e exerciam a autoridade policial no território da freguesia.

 

      O decreto de 20 de Julho de 1842 estabeleceu que o uniforme dos regedores seria uma casaca azul, com um ramo de carvalho de ouro bordado em cada uma das golas, colete de casimira branca, calças azuis, botas e chapéu redondo. A casaca e o colete teriam botões com as Armas Reais. O chapéu teria o laço nacional e uma presilha preta, na qual estaria gravado o nome da freguesia. Uma das principais funções dos regedores era a de policiamento da freguesia. Para os auxiliarem nas suas funções policiais, os regedores tinham às suas ordens, funcionários designados "cabos de polícia". A importância dos cabos de polícia foi diminuindo, à medida que se foram alargando as áreas de intervenção da Polícia Civil (depois Polícia de Segurança Pública) nas áreas urbanas e, mais tarde, da Guarda Nacional Republicana nas áreas rurais. A última regulamentação dos regedores, foi estabelecida pelos códigos administrativos de 1936 e de 1940. Os regedores deixaram de ter o estatuto de magistrado administrativo, passando a ser os representantes dos presidentes das câmaras municipais e nomeados por estes - salvo nos concelhos de Lisboa e Porto, onde seriam nomeados diretamente pelos governadores civis. Incumbia aos regedores: cumprir e fazer cumprir as ordens, deliberações e posturas municipais e os regulamentos de polícia, levantar autos de transgressão sempre que necessário, auxiliar as autoridades policiais e judiciais sempre que necessário, agir de modo a garantir a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas, auxiliar as autoridades sanitárias, garantir os regulamentos funerários, mobilizar a população em caso de incêndio e cumprir outras ordens ou instruções emanadas do presidente da câmara municipal.

 

A figura do regedor de freguesia foi extinta na sequência da introdução da Constituição da República Portuguesa de 1976.

quinta-feira, 22 de junho de 2023

Arsénio de Chatenay -Escritor

 

Arsénio de Chatenay

 António da Cunha Lemos de Azevedo Castelo Branco. Nascido em Lourosa (Oliveira do Hospital), no dia 14 de agosto de 1827- 1896?

      Filho de Tristão Lopes de Carvalho Cunha Castelo Branco. frequenta a escola de artes de Coimbra e inicia o seu  de Direito, na Universidade de Coimbra, em 1845 (18 anos) sendo  adornado de todas as qualidades que distinguem um verdadeiro fidalgo, obtendo o grau de bacharel (licenciatura) em 1848.

      Teve desde a infância o hábito singular dos livros a ocupar-se com a escrita  da  sua imaginação; as aventuras com as quais ele descrevia concisamente, a testemunhar as moléstias sociais da sociedade portuguesa do final do século XIX., Possivelmente as que  pôde ver!

        Os muitos testemunhos sobre Arsénio de Chatenay, impressos nas memórias (diários) citados pelos seus contemporâneos de Coimbra:« Havendo nele uma hereditariedade judiciosa.»    

António da Cunha Castelo Branco desde logo conheceu figuras conhecidas da sociedade do seu tempo, recolheu todos os ilícitos eventualmente praticados sem mencionar nomes – ilustres ou não – nunca vieram a publico, 

      António Cunha Lemos de Azevedo Castelo Branco procurou ser romancista dentro dos moldes eróticos que nunca ninguém ousara fazer. Imitar o fraseado erótico francês.

        Desde logo que conheceu a natural curiosidade do envolvimento de figuras conhecidas da sociedade do seu tempo, recolheu todos os ilícitos eventualmente praticados sem mencionar nomes – ilustres ou não – nunca vieram a público. o seu verdadeiro nome nunca se tornou conhecido nem divulgado na imprensa até 1880 que o divulgava   como ARSÉNIO DE CHATENAY.

Sobre ARSÉNIO DE CHATENAY. Não se sabe de tudo quanto seria desejável.  

 

 

 

 

 

       A sua vida passa a ser feita na cidade do Porto, Supomos que estava influenciado pelos modos de pensar evolucionistas da cidade onde se registam ocasiões de ênfase do seu círculo de convivência com  os Plácidos; António José Plácido Braga,  as filhas, Ana Augusta Vieira Plácido (1831 –1895), Antónia Cândida Plácido Braga, mulher de Camilo, e a irmã  (esposa   de António Bernardo Ferreira (  1835 -  1907)    filho da Ferreirinha). Além dessa família  convivia  com  D. António de Castelo Branco Correia e Cunha de Vasconcelos e Sousa. (marquês de Belas) e António Joaquim Vieira de Magalhães

 

       Sabemos que esteve numa lista de solidário que fizeram  as suas contribuições  quando o jornal Commercio de Portugal abriu uma subscrição a favor das vítimas ( 120 pessoas) do incêndio do Teatro Baquet*, na noite de 20 para 21 de  Março de 1888 com uma lotação de 600 pessoas.

        Sabemos que viveu “ na sua bela vivenda do Porto ” no Ramalde, na rua da calcada e que veraneou no palacete conde de Magalhães, António Joaquim Vieira de Magalhães (o próprio menciona) na rua da Nazaré, Cascais.  

       Por morte de Arsénio de Chatenay iniciou-se um inventário judicial dos seus bens  que foi inventariante a viúva.

 

         Integrado na sociedade portuense, pactuou com Camilo Castelo Branco. Os seus livros são inspirados do que era conhecedor :   relações dos aristocratas  da cidade invicta, como  a Condessa de Camarido(1), o Barão de Argamassa,  conde de Magalhães, e da vida de  esturdia de  António Bernardo Pereira (1835-1907) filho da Ferreirinha.  

 

 

 

(1)     A Condessa de Camarido ( a tia Patrocínio,   romance queirosianos “A Relíquia” -.. Pela sua relação com um padre, que tinha um enorme ascendente sobre ela, acabou por passar quase toda a fortuna para a congregação do Espírito Santo,  a que ele pertencia,

(2)    A família impugnou e houve um processo muito complicado. O tempo arrastou-se e a casa da  Condessa de Camarido caiu em ruinas.

 

 

Vivia rua da calcada, perto do palacete de  António José Plácido Braga (capitalista brasileiro, que faleceu no desastroso naufrágio do vapor Porto, à saída da barra do Douro.  Teve vários episódios conhecidos:  oferece um cavalo a Camilo Castelo Branco, em troca de uma caneta com que escrevia os sonetos. Era pai de Ana Plácido , mulher fatal de Camilo Castelo Branco, e de Antónia cândida Plácido Viera Braga, casada com António Bernardo Pereira (filho da Ferreirinha).

 

António da Cunha Lemos de Azevedo Castelo Branco vivia na  rua da calcada,  zona residencial dos capitalista da cidade do Porto, como  Ricardo Clamouse Browne (1822/23-1870), homem  misterioso;     Ana Máxima Corrêa de Proença (baronesa de Argamassa) e o Negociante, Bernardo José da Silva, que foi   morto pelas boas relações que mantinha com a baronesa.

 

      Suponho que o desapego entre  António da Cunha Lemos de Azevedo Castelo Branco e  a família dá-se por razoes de foro  politico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fernando Curopos

 

 

        Fernando Curopos foi quem restaurou a literatura erótica clandestina de Arsénio de Chatenay, que permaneceu em segredo até que o “ Comércio do Porto, em 1886, publicou “O Sr. António da Cunha, sob o pseudónimo de Arsénio de Chatenay  ao estilo de Émile Zola (Paris, 2 de Abril de 1840 — Paris, 29 de Setembro de 1902).  […]” - que suas inocentes e interessantíssimas filhas não podem ler!”

 

Émile Zola foi assassinado por desconhecidos em 1902.

António da Cunha Lemos de Azevedo Castelo Branco, não foi excepção sofrendo alguns atentados e escândalo refugiou-se na sua terra natal.

 

      Fernando Curopos na sua opinião: o imaginário erótico de Arsénio de Chatenay, nada tem de realista, nem naturalista ou decadentista, e os toques libertinos patentes na obra também fogem do modelo francês.»

      Arsénio de Chatenay literalmente foi um autor apagado da memória colectiva.

 

      Eu considero um romance finissecular oitocentista, consciente, de actos condenáveis, e narrador ( Chatenay) está a par de tudo o que diz.  

       Alguns dos seus romances fazem parte de acontecimentos em que esteve ligado, e descreveu-os com autenticidade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Da produção de Arsénio de Chatenay conhecem-se presentemente dez livros:

Os Jogos Lésbios ou Os Amores de Joaninha (1877); A Galera Verde ou A Cadeia das Virgens (1878); Sensualidade e Amor (1880 [2ª ed.]):

A Sedução por Vingança (1880);

 A Mulher Virgem, Mãe! (1880);

 La Vendeta ou O Saldo de Contas (1880);

Ângelo e Ada: episódios da entrada do Marechal Soult no Porto em 1809 (1882);

 O Segredo do Capitão-mor de Oliveira (1884);

 Os Mistérios do Asfondelo (1886);

A Menina da Casa Mourisca (1888). 

 

  (Typographia de A. F. Vasconcellos. Porto. 1882. In- 8º de 342-II págs.)

Identificação da arte sacra

 


Geralmente, as igrejas  possuem dois púlpitos, um do lado da epístola (lado direito de quem entra na igreja).

  Os Púlpitos são usados nas igrejas   , conventos, mosteiros e  refeitórios  A sua forma sugere um pequeno camarote acostado na parede - de forma que o sacerdote suba por uma escada. 

 Os púlpitos usados até o terceiro quartel do século XVII caracterizam-se por serem em madeira, acompanhados de uma cobertura denominada dossel, baixa-voz ou guarda-pó.Na primeira tipologia do barroco, o Nacional Português, os púlpitos ganharam grande relevância. Eram elaborados em madeira, inteiramente dourados, quase sempre decorados com plumagens e folhas de acanto, podiam aparecer, em sua talha, as fênix, os anjos músicos ou ainda atlantes de sustentação.


BALAUSTRADAS

A balaustrada é um elemento muito comum utilizado na divisão interna das igrejas, delimitando o espaço da capela-mor, da nave e capelas ou retábulos laterais






                                                                      Capiel Toscano 




    CONSISTÓRIO -  sala localizada geralmente na parte posterior das igrejas, no piso superior, acima da sacristia, onde se reuniam os religiosos ou fiéis de determinada irmandade.

     CONSOLO - peça saliente e ornada, em pedra ou madeira, para sustentar vasos, estátuas.

     CORO - balcão geralmente situado acima da porta central ou nas partes laterais da capela-mor  destinado a abrigar cantores em cerimónias religiosas.

     EDÍCULA -  pequeno nicho onde geralmente se colocam imagens de santos

 

FOLHA DE ACANTO - espécie de cardo, usado   com frequência na arquitectura sepulcral, daí o simbolismo que vincula o acanto à imortalidade. Encontrado  desde a antiguidade clássica como elemento decorativo comum em construções. Elemento característico do capitel coríntio.

Símbolo FENIX - consumia e renascia das próprias cinzas.

Símbolo PELICANO  - fere o peito para dar o próprio sangue de alimento para os filhotes diferencia-se da Fénix pelo formato do bico e das patas.

GALILÉ - espaço entre a parede da fachada principal da porta da igreja e parede da nave. Abrigo aos viajantes e peregrinos; para encontro entre os fiéis antes de adentrarem ao templo; Elemento comum nas igrejas de estilo maneirista, quase totalmente suprimido na arquitectura barroca.

IMPOSTA - elemento saliente ao alto do pé-direito de uma parede, onde assenta a pedra inicial de um arco, por  vezes, constituído por uma moldura em forma de consolo.

PEANHA - pequeno pedestal onde se colocam imagens, bustos ou estátuas

 Podemos citar como primeiras zonas produtoras de imagens sacras do século XVI e   XVII, foram produzidas   para  as regiões que detinham o poder político e económico.

Imagens sacras são classificadas em quatro tipologias diferenciadas;

Eruditas, populares e de fronteira ( entre o erudito e o popular).

As imagens eruditas seguem um cânone artístico, cultural presente em cada época e lugar. As imagens populares possuem uma grande variação, são frutos de um conhecimento empírico que não segue os cânones das imagens eruditas, devido à falta de instrução e formação académica de seus artífices, homens do povo e não, artistas eruditos. A desproporção anatómica, com cabeças, pés e mãos grandes e o tronco avantajado.


RETÁBULO BARROCO da Igreja de São Pedro de Lourosa - Oliveira de Hospital

 


Igreja de São Pedro de Lourosa - Oliveira de Hospital 

 RETÁBULO BARROCO (1ª FASE): NACIONAL PORTUGUÊS estilo nacional 

coluna de fuste em espiral ( coluna salomónica) com terço inferior estriado. As colunas de fuste aspiralado ( torsas ou pseudo-salomônicas); coroamento em arcos (combinados) concêntricos. talha em alto relevo, inteiramente dourada, com fundo geralmente em dourado

Em 1911 já se encontrava-se em  mau estado. Foi retirado com o restauro da  igreja em 1931. 

O meu bisavô Jose Libanio Pinto  fez a ultima intervenção (grátis) por voltade 1918 com  madeira (Carvalho) de má qualidade or falta de verbas da paróquia que não tardou ser atacada pela humidade. Dizia-se que chovia por todos os  cantos da igreja.


quinta-feira, 8 de junho de 2023

Astúrias

 

                                                            Astúrias

 


     O território abrangente das Astúrias terá sido sempre muito povoado desde a pré-história e a idade média.

      Astúrias era um património mineiro, e Roma invade o seu território para obter as suas riquezas minerais, e ouro.

       Os romanos montavam os seus aquartelamentos em elevações dominadas por cursos fluviais circundantes, deixando-nos alguns exemplos de agricultura junto às principais vias de comunicação em terras fundas, vales e cimeiros cujas impressões digitais permanecem convertidas em restos de antigas calcadas que serviam para deslocamento do gado.


      A formação dos reinos cristãos da Península Ibérica surgira depois do reino das Astúrias estabelecido por D Pelayo Cangas de Onís até ao ano 774, e após da decisiva batalha de Covadonga no ano 722. o Reino visigótico é  herdeiro do  Reino das Astúrias






  Reis das Astúrias 

 Pelágio (718-737)

Fávila (737-739)

Afonso I (739-757) 1º rei das Astúrias.

Fruela I (757-768) – assassinou seu irmão e, por sua vez, foi assassinado e sepultado em lugar Incerto. 

Aurélio ( 740 – 774) foi o Rei das Astúrias de 768 até a sua morte. Seu reinado foi relativamente calmo e pacífico, não sendo atestado qualquer menção do seu reinado nas crónicas medievais.

O rei Silo das Astúrias ( 774 a 783) primo  de  Aurélio transferiu a corte  para Santianes.   Casado com  Adosinda, filha de Afonso I e de  Ermesinda, sobrinha materna de Fruela I e neta de Pelágio das Astúrias.

Mauregato I das Astúrias, o Usurpador, (730 — 789)  Rei das Astúrias  (783 a 788)  filho ilegítimo de Afonso I das Astúrias  com uma serva moura.

Vermudo I das Astúrias , filho de Fruela da Cantábria, foi Rei das Astúrias ( 788 -791)

 Afonso II das Astúrias, o Casto* (Oviedo, 759/760 —, 20 de Março de 842) Rei das Astúrias (791 a 842)  filho de Fruela.  

O seu palácio onde restam as   ruínas da Igreja de Santo Tirso.

mediações de Oviedo erigiu a igreja de Santullano.

Ramiro I (842-850)

Ordonho I (850-866)

Afonso III, O Magno (866-910)

Fruela II (910-924) filho de Afonso III, Herda o reino  das Astúrias.

Ordonho II rei da Galiza (910-924) que incluía o condado Portucalense, por morte de seu   irmão,   Garcia I de Leão (914-924) sem herdeiros assume  também o  seu reino.