segunda-feira, 27 de maio de 2013

Prostituição Romana

Prostituição Romana






Prostituição – época romana - Em cada comunidade romana ou aquartelamento militar, havia sempre um bordel.
    Um documento decifrado da “Era do Imperio Romano” assinala que, uma cifra baseada num calculo de dez prostitutas numa povoação de mil pessoas, com uma grande percentagem de mulheres entre os dezasseis e vinte e cinco anos. As mulheres mais jovens podiam assegurar o seu futuro através do matrimónio, pela exploração sexual.
     Cada mulher tinha o direito de levar o tipo de vida que lhe agradasse sem ser digerida. Consideradas mulheres livres.
     As prostitutas eram as mulheres que se encontravam em situação de desespero, muitas pressionadas pelas suas famílias que, viam que o seu corpo robusto de beleza fosse a forma de serem sustentados.
     Os bordéis eram lugares organizados para a prática da prostituição, reconhecido pelo centurião da localidade, a quem pagavam impostos para exercerem a profissão. As casas licenciadas para o acto eram as estalagens, tabernas e termas, dirigidas por gente séria, que através das suas camareiras para todo o serviço incluindo o trabalho de prostituição.
     Pompeya foi a capital da prostituição, e a escola da arte erótica que veio a instalar a prostituição em todos as cidades ocupadas por Roma. Pompeya e todas as cidades ocupadas pelas legiões romanas na Europa tinham as suas termas com prostitutas para todos os serviços, massagens e actos sexuais, e orgias onde se banhavam todos juntos.
A prostituição estava em todas as povoações romanas da Península Ibérica, como descrevem alguns documentos.
Sendo um hábito levamos a crer que em território lusitano haveria alguns prostíbulos em estalagens e termas, lugares mais relaxantes, como as de S. Pedro do Sul e outras que remontam dos tempos da permanência romana, e se encontram índices da presença romana, com caminhos por si feitos regulados pelo sol e traçados em mapas. Caminhos de solo compacto, ainda hoje com traços dos rodados dos carros que cortaram a vegetação.





Num documento Egipto pude ler:  - as mulheres escravas , filhas de escravos do Egipto eram obrigadas a exercer a prostituição. Os seus senhores, romanos, estabeleciam clausulas e contactos com todos os clientes que as adquiriam para este fim.
Uma boa escrava custava trezentas dracmas, e faziam em média de mil e quinhentos dracmas por dia.
Quanto a alguma gravidez por parte dessas mulheres viesse acontecer, era autorizado a presença do filho com a mãe durante o tempo de amamentação, depois o filho era abandonado longe, fora da sua povoação, num lugar restrito para aumentar a sua população.

Este ponto de vista veio a ser usado pelo governo Franquista espanhol, que durante e após da guerra civil usou o mesmo termo. «Filhos de ninguém» que faziam crescer as populações no interior das aldeias, vilas e pequenas cidades destruídas, eram abandonados às portas das famílias que tinham perdido os seus filhos na guerra civil, para que viessem a fazer crescer as populações nacionalistas.   

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Diogo Alves


À história da freguesia de Campolide está em particular a história do Aqueduto das águas livres de Lisboa  também associado aos crimes do galego Diogo Alves, quando em 1839, aparece o primeiro cadáver esmigalhado sobre pedras da ribeira  de Alcântara.. Que se registaram até Junho desse ano 76 mortos.

A acusação caiu sobre Diogo Alves e sua quadrilha que operaram em vários locais da periferia de Lisboa  que roubavam pessoas que atravessavam a extensão dos Arcos do aqueduto, pondo em causa, que depois de roubarem atiravam as vitimas  de seguida do aqueduto, com 65 metros


de altura para as silenciar, mas  sem que tivesse havido qualquer testemunho visto.
Pensou-se que se tratava de suicídios, e quem afirma-se de que eram transportadas para ali mortas de outros locais, mas a grande quantidade de vítimas cada vez eram mais.   


 A fama dos de Diogo Alves a Em 1840, O povo, apavorado, atribuiu-lhe os crimes, e quando foi preso por assassinato de uma família senhorial na actual zona de Benfica, que cuja casa assaltara, instigado pela sua companheira taberneira Gertrudes Maria, de alcunha "a Parreirinha". cujo estabelecimento se situava na zona de Palhavã - perto de Sete Rios.
Foi por fim apanhado pelas autoridades em 1840, e sentenciado à forca em 1841, sem que nada consta-se dos assassinatos sobre os crimes do aqueduto entre 1836 a 1839, daí Norberto de Araújo, em “Peregrinações de Lisboa”, recuse estes actos como explicação do encerramento do aqueduto, dizendo que estes são mais “fantasia que realidade”.

Depois do enforcamento de Diogo Alves os cientistas ficaram intrigados com o homicida, na tentativa de compreender a origem da sua perfídia, deceparam e estudaram a cabeça de Diogo Alves na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa. Após o enforcamento do a sua cabeça de foi envolvida em formol num frasco para estudo, e que esta hoje exposta no Teatro Anatómico da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na sequência da formação de um gabinete de frenologia por José Lourenço da Luz Gomes.

Diogo Alves, espanhol nascido em Santa Gertrudes, bispado de Lugo. Veio viver para Lisboa ainda novo, tendo ficado conhecido como o assassino do Aqueduto das Águas Livres 1836 a 1839. Apos da sua morte, em 1844. Fechou-se a passagem sobre os arcos, mas Os mortos continuavam a aparecer. A gente de Benfica Reclamaram que se sentiam prejudicadas por não usarem aquele acesso à cidade, e A Câmara voltou a abrir o Passeio dos Arcos, que novamente encerraram a 12 de Agosto de 1852 pelo grande número de vítimas que ali acontecia. Diogo Alves, “ O Pancada", veio muito novo para Lisboa, onde serviu em algumas casas mais abastadas da época,
Esta história aparece contada num romance policial e aventuras de Leite Bastos (1841-1886) -, que entre outras histórias, aproveitou Diogo Alves para criar uma narrativa chocante de violência, terrível facínora que, na década de 1830, disse que atormentou Lisboa com a sua arrepiante crueldade.
  

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Frei Fernão de Oliveira ( 1507 – 1581)


Frei Fernão de Oliveira
     A EXPULSÃO DOS JUDEUS


Fernão de Oliveira (Aveiro, 1507 – 1581), algumas vezes dito Fernando de Oliveira, frade, gramático, construtor bélico-naval renascentista, foi um dos expoentes renascentistas  

Foi ordenado frade dominicano. Em virtude de suas posições heterodoxas, logo caiu no desagrado do Tribunal da Santa Inquisição, tendo sido preso várias vezes por determinação daquele tribunal. Com efeito, consta que, em 26 de outubro de 1555, entre tantas outras prisões, "[...] Deu entrada nas masmorras da Inquisição, em Lisboa, o insigne aveirense Padre Fernão de Oliveira, clérigo dominicano e diplomata, escritor e filólogo, marinheiro e soldado, aventureiro e perseguido, «o primeiro gramático da língua portuguesa e porventura o primeiro tratadista naval de todo o mundo» [...]"(Rangel de Quadros, Aveirenses Notáveis, I, fl. 9).
Intelectual amplo, publicou a reputada primeira gramática portuguesa, a conhecida Grammatica da lingoagem portuguesa, editada em Lisboa, em 1536, e que tem no frontispício o brasão de armas dos Almadas por ele a ter dedicado a D. Fernando de Almada.
Trabalhou ainda em um variado conjunto de atividades, sobressaindo a de piloto. Foi ainda teórico da guerra e da construção naval. Precisamente nestas duas áreas — arte bélica e construção naval — destacou-se sobremaneira.
As suas contribuições aí, com efeito, deram as bases da hegemonia portuguesa em diversos oceanos no século XVI.
Em "Na arte da guerra do mar" (Coimbra, 1555), além do texto teórico, tece considerações morais condenatórias sobre a escravidão, o comércio de escravos e sobre a invenção e utilização de armas de fogo, devido à sua capacidade de destruir vidas humanas.
A "Ars nautica" (1570 [?]) é o primeiro tratado enciclopédico mundial de matérias referentes à navegação, guerra naval e construção de embarcações. O último tema foi substancialmente desenvolvido na obra seguinte, "Livro da fábrica das naus" (1580 [?]), em que fornece regras teóricas para a construção de navios e sublinha, sempre em diálogo com os autores clássicos, nomeadamente Plínio, as significativas contribuições lusitanas para o progresso nos métodos de construção naval.
Pouco antes de falecer, em (1580), defendeu António I de Portugal, Prior do Crato, contra Filipe II, com duas obras historiográficas a sustentarem a legitimidade do candidato português e contestarem a solução da Monarquia Dual, aprovada nas Cortes de Tomar (1581).
Referências

Christóvão Falcão (1512?-1557?) SEM FOTO


Christóvão Falcão (1512?-1557?) - Poeta e diplomata português do século XVI. Por vezes o seu nome é referido como tendo sido Cristóvão Falcão de Sousa ou Cristóvão de Sousa Falcão. O nome próprio aparece por vezes com a grafia arcaica de Christóvão.

        

 Supõe-se que Portalegre, terra da nobilitada família Vaz de Almada e descendente de John Falcon (ou Falconet) seja o local de nascimento de nascimento de Cristóvão Falcão. Descendente de ingleses nobres que se instalaram em Portugal em 1386 com o casamento da filha do 1º Duque de Lencastre, Filipa de Lencastre, com o rei D. João I.
 Cristóvão Falcão filho de João Vaz de Almada (Sousa Falcão), casado com Brites Godinho. Foi educado a partir dos 9 anos no Paço Real, em Lisboa, onde estudou Belas-Artes. Foi discípulo e amigo dos grandes poetas quinhentistas portugueses Bernardim Ribeiro e Francisco de Sá de Miranda, que com eles se inspirou e escreveu poesia.

Segundo a edição de 1911 da Encyclopædia Britannica refere que, Cristóvão se teria apaixonado na sua infância por Maria Brandão, uma jovem muito bela, herdeira de grande fortuna, com quem teria chegado a casar secretamente em 1526, mas a oposição dos pais levou a que o casamento fosse anulado. O orgulho familiar levou o pai de Cristóvão a pô-lo em sua casa sob vigilância apertada durante 5 anos, em concordância com o pai da  Maria Brandão,  foi obrigada pelos seus pais a enclausurar-se no Mosteiro do Lorvão, que aí se esforçaram por convencê-la que o pretendente estaria mais interessado na sua fortuna do que na sua pessoa. Depois pelos mesmos, veio a insistência dos argumentos de vir a ter um bom casamento. Acabaram por convencer Maria Brandão a sair do mosteiro para casar em 1534 com Luís de Silva, capitão de Tânger.
Nunca se soube tudo o que levou os interesses dessas famílias em separar os seus filhos, que deixa algum mistério, sabendo-se que ambos pertenciam a grandes famílias da nobreza.

 Cristóvão Falcão, viveu momentos de grandes paixões com outras mulheres, e de uma delas teve um filho com o seu nome, que terá nascido quando seu pai já teria partido de lisboa. Nada mais se conhece da sua vida nesse tempo, a não ser que seu filho viria a ser capitão na ilha da Madeira. Com o seu casamento Maria Brandão, para evitar mais escândalos, a pedido de seu pai a el rei D. João III, este integra-o na embaixada de Roma como agente do estado real português. Cristóvão Falcão, parte sem poder negar, revoltado abandona tudo que tinha em Portugal, a poesia, a família e, enveredou por uma carreira diplomática. Integrou a embaixada portuguesa enviada por D. João III a Roma em 1542 onde estava presente Francisco de Sá de Miranda, e mais tarde a convite deste, este também Bernardim Ribeiro.

      Cristóvão Falcão, regressa a Portugal, a 31 de Março de 1545 é enviado como capitão para a fortaleza de Arguim, na actual Mauritânia, de onde regressaria em 1547 algum tempo depois de cumprir uma condenação num cárcere por agressão ao seu superior nobre fidalgo. Ocultada por algum tempo a sua prisão, só ao fim de cinco anos, com uma carta de perdão obtida em 1551, por influência de um grupo de literatos junto à corte.

    Casa-se uma senhora da baixa nobreza Isabel Caldeira em 1553, sem que tivesse filhos com ela.

     Todo o seu passado construiu uma história, que deu a inspiração ao próprio Cristóvão a escrever uma obra poética pela qual é mais conhecido, Crisfal. Onde o jovem Cristóvão Falcão refere que esteve preso durante 5 anos por ter casado com uma menor. E que logo que saiu da prisão, procurou a sua amada no mosteiro de Lorvão, e que sabendo do seu casamento começa a escrever o Crisfal. Canta a sua paixão arrebatadora. Sendo muito É provável que Crisfal seja um criptónimo de Cristóvão Falcão.
     «Crisfal, Chrisfal ou Trovas de Crisfal, é uma écloga (poema pastoral) com 1015 versos, que fora (publicado por Oliveira Santos e editado por Cohen; vide infra) uma história de dois jovens pastores Maria Brandão e Crisfal, que se amam desde a infância, mas são separados porque os pais da jovem a levam para um lugar distante. «Escrito em harmoniosa redondilha maior, é talvez o mais expressivo exemplo da adaptação da poesia bucólica grega e latina com a sensibilidade portuguesa. Poemas impregnados de saudade, de emoções ternas e puras, glorificadas em versos escritos numa linguagem directa, mas de timbre requintado, onde perpassa uma sensualidade picante e um realismo por vezes atrevido.
 A obra colocou o Cristóvão Falcão numa posição única na literatura portuguesa e teve uma influência considerável em poetas posteriores, nomeadamente Camões.


 OBSERVAÇÃO: 
Até à publicação em 1908 por Delfim de Brito Monteiro Guimarães de "Teófilo Braga e a lenda do Crisfal", ninguém questionava a autoria de Crisfal. Nesta obra defende-se a tese de que Crisfal teria sido escrito por Bernardim Ribeiro, que se teria inspirado na paixão de juventude do seu amigo Cristóvão Falcão. Segundo o mesmo Delfim Guimarães, Cristóvão Falcão não seria sequer poeta. Entre outros argumentos, é argumentado que as publicações do século XVI das obras atribuídas a Cristóvão Falcão são anónimas e que a edição de Ferrara inclui as obras de Bernardim Ribeiro. Esta tese foi contestada ao seu tempo, e foi refutada por estudos mais recentes. Supõem-se que o anonimato terá sido uma opção de Cristóvão Falcão por causa da natureza pessoal do poema e das alusões nele feitas. Além disso, há referências a Cristóvão Falcão como autor do poema em escritos de vários autores antigos, nomeadamente do seu contemporâneo Diogo de Couto



João de Barros (1496 -1570)

 
João de Barros (1496 -1570)

     Dom João III em 1521, concede a João de Barros o cargo de capitão da fortaleza de São Jorge da Mina, para onde partiu no ano seguinte. Em 1525 foi nomeado tesoureiro da Casa da Índia, missão que desempenhou até 1528.
     A peste negra de 1530 levou-o a refugiar-se na sua quinta da Ribeira de Alitém, próximo de Pombal, vila onde concluiu o seu diálogo moral, Rhopicapneuma, alegoria que mereceu louvores do catalão Juan Luís Vives.

Regressado a Lisboa em 1532, o rei designou-o como feitor das casas da Índia e da Mina - uma posição de grande destaque e responsabilidade, numa Lisboa que era então um empório, a nível europeu, para todo o comércio estabelecido com o oriente. João de Barros provou ser um administrador bom e desinteressado, algo raro para a época, como demonstra o surpreendente facto de ter amealhado pouco dinheiro com este cargo, enquanto os seus antecessores haviam adquirido grandes fortunas.

Casou com Maria de Almeida em 1532, de quem teve cinco filhos e três filhas.

Em 1534 Dom João III, procurando atrair colonos para se estabelecerem no Brasil, evitando assim as tentativas de penetração francesa, dividiu a colónia em capitanias hereditárias, seguindo um sistema que já havia sido utilizado nas ilhas atlânticas dos Açores, Madeira e Cabo Verde, com resultados comprovados. No ano seguinte João de Barros foi agraciado com a posse de duas capitanias, em parceria com Aires da Cunha, o Ceará e o Pará. Constituiu a expensas suas uma armada de dez navios e novecentos homens, que zarpou para o Novo Mundo em 1539.
     Considerado o primeiro grande historiador português e pioneiro da gramática da língua portuguesa, tendo escrito e formalizado a língua, tal como falada em seu tempo. Prosseguiu seus estudos durante as horas vagas, durante os anos da desastrosa expedição ao Brasil, publicando em 1540 a Gramática da Língua Portuguesa e diversos diálogos morais a acompanhá-la, para ajudar ao ensino da língua materna. A Grammatica foi a segunda obra a formatizar a língua portuguesa, tal como falada em seu - sendo entretanto considerada a primeira obra didáctica ilustrada no mundo.
Nunca desconsiderando um pedido de Dom Manuel I, ainda antes de ter falecido, que iniciou uma história a narrar os feitos dos portugueses na Índia, agrupando «vários acontecimentos num livro num período de dez anos. A primeira década saiu em 1552, a segunda em 1553 e a terceira foi impressa em 1563. A quarta década, inacabada, foi completada por João Baptista Lavanha e publicada em Madrid em 1615, muito depois da sua morte. – Como se pode prever historias com pouca credibilidade – contadas e nunca provadas. - As Décadas da Ásia. Assim chamadas! - (Ásia de Ioam de Barros, dos feitos que os Portuguezes fizeram na conquista e descobrimento dos mares e terras do Oriente),
O seu estilo fluente e rico, O autor, com linguagem simples e objectiva, descreve em mínimos detalhes a natureza perversa do ser humano nos grandes países de além-mar. As "Décadas" tiveram pouco interesse durante a sua vida., e só passa a ser mais tarde conhecida apenas uma tradução italiana em Veneza, em 1563.
Como era habitual as escritas dos grandes escritores passarem pelo rei, D. João III, que não sabia o pedido de seu pai, ao ouvir ler entusiasmou-se com o seu conteúdo, e pediu a João de Barros que redigisse uma crónica relativa aos acontecimentos do reinado de D. Manuel I que, ficamos na dúvida se João de Barros declinou devido às suas tarefas na Casa da Índia.
Caso assim seja, sabemos que ele formalizou algumas cronicas sendo a maior parte redigidas pelo grande humanista português, Damião de Góis. Que mais tarde encarregou Diogo do Couto continuar as "Décadas", que lhe adicionou mais nove. A primeira edição completa das 14 décadas surgiu em Lisboa, já no século XVIII (1778 — 1788).
     João de Barros “sofre um acidente vascular cerebral em 1568” e foi exonerado das suas funções na Casa da Índia, recebendo título de fidalguia e uma tença régia do rei D. Sebastião.
     - Como em toda a sua vida demonstrou um grande humanismo, talvez incomum para a época, «pagou as dívidas dos seus amigos marinheiros falecidos que viajaram consigo nas suas expedições». Empobreceu com  o que assumiu, sem se saber porquê , até ao fim da vida, vendo-se obrigado a vender  parte dos seus bens e hipotecar outros. Faleceu na sua quinta de Alitém, em Pombal, a 20 de Outubro de 1570 com 74 anos na mais completa miséria, sendo tantas as suas dívidas que os filhos renunciaram ao seu testamento.
      Logo após da sua morte começam a correr fama das "Décadas" com uma linguística fácil a descrever a história dos portugueses na Ásia, que são o início da historiografia moderna em Portugal e do Mundo.  


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Tripalium - Trabalho


 Mosteiro do Monteserrat

     Com a queda do Império Romano do Ocidente no ano 476, a Catalunha sofreu um vazio de poder, que foi preenchido prontamente pelos visigodos, povo germânico proveniente da Escandinávia. Apesar de suas origens bárbaras, os visigodos já haviam sido cristianizados e seguiam as leis romanas, o que facilitou sua adaptação às províncias romanas da Península Ibérica.
     Nesse século, foi feita a primeira menção ao famoso Mosteiro do Monte Serreado. Os visigodos dominaram toda a região até 711, quando ocorreu a invasão muçulmana da península, realizada principalmente por berberes do norte da África. Em 717, Barcelona caiu nas mãos dos muçulmanos.

     O Mosteiro de San Isidoro, popularmente conhecido como "La Trappe", localizada na cidade de San Isidro de Dueñas ( Palencia ), que as suas origens remontam, de acordo com alguns especialistas, o século VII, que foi restaurada após a Reconquista , durante o último terço do século IX como um mosteiro beneditino lêem-se nos seus primeiros textos citados a 15 de Fevereiro de 911 pelo primeiro rei de Leão, Garcia I. 
1073 - Doada ao mosteiro beneditino de Cluny , tornando-se um de seus Priorados e permanecem propriedade primeiro mosteiro de Cluny na Península e no centro das mudanças litúrgicas que substituiu o rito visigótico . O mosteiro é o principal mosteiro beneditino península alcançou seu esplendor até o Mosteiro de San Zoilo em Carrión de los Condes. Seu declínio ocorreu durante o século XIV, especialmente com a queda dos beneditinos na Península, até o século XV, é realizada a renovação e restauração do Reis Católicos, separando e juntando Cluny observância de San Benito, em Valladolid, e obtendo uma nova prosperidade.
     Contam-se diferentes desastres ocorreram ao longo dos séculos, como um incêndio em 1604 e a ocupação por tropas francesas na Guerra da Independência espanhola para uso como quartel e, eventualmente, ser abandonado como resultado do confisco de Mendizabal , em 1835 .

Entre muitas informações escritas, o que mais me aguçou entre  outras  curiosidades  foi Tripalium, que descreviam comunidades de eremitas 





Tripalium

Os frades eram homens calmos e lentos, sempre com grande afinco ao trabalho, ainda que voluntario, era sempre concebido como um castigo por reprimir a liberdade como aos escravos.
Sabemos que na antiguidade os povos esforçavam-se para apenas sobreviver. Competiam uns com os outros em lazer e caça. Esta maneira de pensar começou na época baixa medieval, sem que saiba quando, mas aparece documentada desde o tempo dos Carolíngios, e estendeu-se por alguns seculos, e com alguma graça, chegou aos nossos dias. Depois venho encontrar registos do seculo XI com novas ideias de filósofos e pensadores eclesiásticos, com a expressão idiomática, que, «Tem que se construir o mundo. Quem não trabalha não come.»
Como a palavra trabalho não existia no vocabulário universal na época medieval, a não ser “tripalium”, leva a crer que no seculo XII começa-se a definir regras de trabalho e estatutos de ofícios, e que fosse dessa forma a ver a importância do labor que continha em si uma recompensa, visto que não só exigia o esforço lustroso e cansativo, mas saudável pela ocupação do tempo.

O trabalho apareceu com a implantação das ordens religiosas nas suas comendas, passando a ser uma via (insígnia) de resgate espiritual. Os cistercienses pela voz dos seus abades fizeram esquecer o antigo mito, de que trabalhar não era castigo como no tempo da escravatura, desde que fosse renumerado materialmente ou em valor monetário, apesar que, tinha também a criação contemplativa cheia de inercia, que movimenta a mente e, esta o corpo. Que o cansaço era necessário para renovação física para uma saúde vitalizante.

As primeiras ermidas por hábito eram construídas num terreno declive num pedaço de terra cultivado, sobre um telheiro quadrado ou oval, com um postigo ou gateira na porta, com janelas arejadoras que mal iluminavam. A iluminação era feita por velas de sebo dado ás de cera serem de fabricação cara, apesar dos grandes riscos de atear fogo aos madeiros utilitários e aos caibros que suportavam os telheiros de colmo


ISBN 978-989- 20- 1122-6
IGAC -1071
Autor Alves Fernandes





quarta-feira, 3 de abril de 2013

Implantada em Portugal desde o século XII, a Ordem de Cister


Implantada em Portugal desde o século XII, a Ordem de Cister acompanhou a formação do território e a afirmação política da primeira dinastia. Estendendo progressivamente os seus mosteiros nas regiões centro e norte, graças à especial protecção régia, os monges brancos contribuíram de forma decisiva para a colonização e desenvolvimento das vastas áreas que ocuparam aplicando técnicas agrícolas inovadoras e intensivas e, sobretudo, uma grande disciplina de organização do espaço.            


São João de Tarouca. Monges de origem um eremitério, passando depois a mosteiro beneditino. Afiliado na Ordem de Cister de 1143 ou 1144. Primeiro mosteiro cisterciense em Portugal. Situado na Beira Alta, concelho de Tarouca, distrito de Viseu.
Há que tomar conta que antes cistercienses em Portugal já existiam os mosteiros visigóticos, aproveitados por esta mesma ordem. Como exemplo: São Mamede de Lorvão.      

São Tiago de Sever. Monges. Afiliado na mesma época que São João da Tarouca, do qual era dependente. Suprimido depois de um século de existência, aproximadamente.                        

Santa Maria das Salzedas. Monges. Afiliado ou fundado entre 1191 ou 1196. Situado na Beira Alta, concelho de Tarouca, distrito de Viseu.           

São Cristóvão de Lafões. Monges. Afiliado em 1163. Situado na Beira Alta, concelho de São Pedro do Sul, distrito de Viseu.           

Santa Maria de Bouro. Primeiro um eremitério e depois mosteiro beneditino. Afiliado na Ordem de Cister no fim do século XII (1182-1195). Situado no Minho, concelho de Amares, distrito de Braga.           

Santa Maria de Maceira Dão. Monges. Afiliado em 1188. Situado na Beira Alta, concelho de Mangualde, distrito de Viseu.           

Santa Maria de Fiães. Monges. De início, mosteiro beneditino. Afiliado na Ordem de Cister entre 1173 e 1194. Situado no Minho, concelho de Melgaço, distrito de Viana do Castelo.           

Santa Maria de Seiça. Monges. Doado a Alcobaça por D. Sancho I em 1195. Situado na Beira Litoral, concelho da Figueira da Foz, distrito de Coimbra.              

Santa Maria de Aguiar. Monges. De início, mosteiro beneditino português. Anexado pelo Reino de Leão, voltou a ser português no fim do século XII (?), e afiliou-se na Ordem de Cister. Situado na Beira Alta, território de Riba Côa, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, distrito da Guarda.           

São Pedro das Águias. Monges. Afiliado no século XII/XIII. Situado na Beira Alta, concelho de Tabuaço, distrito de Viseu.           

Santa Maria de Ermelo. Monges. Afiliado no início do século XIII. Situado no Minho, concelho de Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo.           

São Mamede de Lorvão. Monjas. Na origem, mosteiro visigótico, passando depois a mosteiro beneditino. Afiliado na Ordem de Cister entre 1200 e 1206. Depois de ter expulsado os monges beneditinos, a infanta Teresa, filha de D. Sancho I, que veio a instalar nele monjas cistercienses. Situado na Beira Litoral, concelho de Penacova, distrito do Coimbra. Lorvão é um dos mosteiros portugueses mais antigos, tendo sido por meio dele que a Regra Beneditina foi introduzida em Portugal e difundida pelo País.              

Santa Maria de Celas. Monjas. Fundado em 1215 pela infanta Sancha, filha de D. Sancho I. Situado na cidade de Coimbra, Beira Litoral.           

Santa Maria de Tomarães. Monges. Fundado em 1217. Situado no Ribatejo, concelho de Tomar, distrito de Santarém. Extinto no século XVI. Desapareceu.           

Santa Maria da Estrela. Monges. Fundado em 1220, a sua construção nunca foi completada; foi extinto em 1579. Situado na margem do rio Zêzere, a sul da Covilhã, distrito de Castelo Branco. Desapareceu.           

São Paulo de Frades. Monges. Às vezes conhecido pelo nome de Almaziva. Fundado ou afiliado em 1221. Situado na Beira Litoral, concelho e distrito de Coimbra.           

São Pedro e São Paulo de Arouca. Monjas. Mosteiro fundado em 716, aproximadamente. Comunidade dupla, colocada em 951 sob a invocação de São Pedro e São Paulo. Monjas beneditinas em 1153. Afiliado na Ordem de Cister em 1225 pela infanta Mafalda, filha de D. Sancho I. Situado no Douro Litoral, concelho de Arouca, distrito de Aveiro.            

São Salvador de Bouças. Monjas. Pequeno mosteiro nos arredores do Porto, afiliado em 1228. Extinto pouco depois.            

Santa Maria das Júnias. Monges. Afiliado em 1247. Situado em Trás-os-Montes, concelho de Montalegre, distrito de Vila Real.            

São Bento de Castris. Monjas. Na origem, agrupamento de mulheres devotas junto às fortificações de Évora. Afiliado na Ordem de Cister em 1275, o mosteiro instalou-se nessa altura no sítio actual. Situado no Alto Alentejo, concelho e distrito de Évora.            

Santa Maria de Almoster. Monjas. Fundado em 1287. Situado no Ribatejo, concelho e distrito de Santarém.            

São Dinis de Odivelas. Monjas. Fundado em 1294 por D. Dinis. Situado na Estremadura, concelho de Loures, distrito de Lisboa.           

São Bento de Xabregas. Monjas. Fundado em 1492 na cidade de Lisboa. Passados alguns anos, a pedido de D. Afonso V, o abade de Alcobaça cedeu-o aos Cónegos de São João Evangelista. Também designado Lóios.            

São Bernardo de Portalegre. Monjas. Também conhecido como Nossa Senhora da Conceição de Portalegre. Fundado em 1518. Situado no Alto Alentejo, concelho e distrito de Portalegre.           

São João de Vale Madeiro. Monjas. Fundado cerca de 1525/1530, perto de Canas de Senhorim (distrito de Viseu). Não há nenhum vestígio deste mosteiro, que foi extinto em 1560.           

Santa Maria de Cós. Monjas. Na origem, agrupamento de mulheres devotas em 1241 ou 1300, sendo a data incerta. A Abadia de Alcobaça assegurava-lhes o sustento. Afiliado na Ordem de Cister cerca de 1530. Situado na Estremadura, concelho de Alcobaça, distrito de Leiria.           

São Bernardo de Tavira ou Nossa Senhora da Piedade de Tavira. Monjas. Fundado em 1530. Situado no Algarve, concelho de Tavira, distrito de Faro.           

Colégio do Espírito Santo ou de São Bernardo. Monges. Fundado em 1545 e ocupado em 1549. Situado na cidade de Coimbra. Elevado a abadia em 1596. Desapareceu.           

Nossa Senhora do Desterro. Monges. Fundado em 1591 na cidade de Lisboa. Era um edifício imponente, ricamente decorado, mas nunca teve muitos monges. Destruído em 1755. Reconstruído em 1763. Hoje convertido em Hospital.             

Nossa Senhora da Nazaré do Mocambo. Monjas. Fundado em 1654. Situado na cidade de Lisboa, próxima da actual Embaixada de França. Destruído em 1755 e depois reconstruído. Desapareceu.            

Nossa Senhora da Assunção de Tabosa. Monjas. Fundado em 1685. Situado na Beira Alta, concelho de Sernancelhe, distrito de Viseu.