segunda-feira, 25 de março de 2013


O nome de Maria



     Maria foi à redentora de Eva, que veio ao mundo com a missão de liberar Eva da maldição da Queda. Desenvolveu-se então a ideia de Maria era a mãe da humanidade, de todos os homens e mulheres que viviam na graça de Deus, enquanto Eva era a mãe de todos que morrem pela natureza.
     O culto a Maria se baseava em quatro pilares: a maternidade divina, a virgindade, a imaculada concepção e a assunção.
Por isso, as mulheres eram encorajadas a se manterem castas até o casamento, se a sua opção de vida fosse o matrimónio. Porém, a melhor forma de seguir o exemplo de Maria era permanecer virgem e tornar-se esposa de Cristo, com base na ideia recorrente de que Maria era "irmã, esposa e serva do Senhor".
     Eva simbolizava as mulheres reais, e Maria um ideal de santidade que deveria ser seguido por todas as mulheres para alcançar a graça divina, caminho para a salvação. Mas como Maria era um ideal a ser seguido, inatingível pelas mulheres comuns, surge à figura de Maria Madalena, a pecadora arrependida, demonstrando que a salvação é possível para todos que abandonam uma vida cheia de pecados. Com essa imagem de mulher pecadora que se arrepende e segue o mestre até o calvário, Maria Madalena veio demonstrar que todos os pecadores são capazes de chegar a Deus.
     A partir daí foi concebido as mulheres, assim como a pecadora o direito ao arrependimento, demonstrado pela prostração, humilhação e lágrimas, em oposição à tagarelice de Eva, que levou toda a humanidade ao pecado. Por isso, a pregação feminina deveria ser sem palavras, feita apenas pela mortificação corporal.




     Todo este antifeminismo tinha como objectivos básicos: afastar os clérigos das mulheres, institucionalizar o casamento e a moral cristã, moldada através da criação de um segundo modelo feminino a Virgem Maria.
     Os três modelos difundidos por toda a Idade Média (Eva, Maria e Madalena) deixam claro o papel civilizador e moralizador desempenhado pela Igreja Católica ao longo de aproximadamente mil anos de formação da sociedade ocidental.
      Essa concepção de mulher, que foi construída através dos séculos, é anterior mesmo ao cristianismo. Foi assegurada por ele e se deu porque permitiu a manutenção dos homens no poder,



     É difícil sustentar a hipótese de uma marginalização generalizada da mulher na Idade Média. O casamento, tornava-a responsável pela reprodução biológica da família, o único papel de relevo na estabilidade da ordem social. Esta integração tinha, contudo, os seus limites. Juridicamente despersonalizada, esteve reduzida ao meio familiar e domestico. Reproduzia biologicamente os homens que iriam continuar a dirigir a sociedade.
      As mulheres desempenharam funções importantes na sociedade medieval. As camponesas auxiliam suas famílias nas tarefas agrícolas cotidianas, enquanto as pertencentes às famílias nobres se encarregavam da tecelagem e da organização da casa, orientando o trabalho das servas. Muitas eram artesãs: nos grandes feudos da Alta Idade Média existiam oficinas de produtos como pentes, cosméticos, sabão e vestuário com mão-de-obra inteiramente feminina. Mas todas elas, desde as servas até as mulheres da alta nobreza, estavam submetidas a seus pais e maridos. E a Igreja justificava e favorecia tal dominação, mostrando-se totalmente hostil ao sexo feminino. Alguns teólogos chegavam a afirmar que a mulher era a maior prova da existência do diabo. 





 
  

quarta-feira, 13 de março de 2013

Joana da Gama



Joana da Gama - Viana do Alentejo, 1520?-. Évora, 1586)

( Não existe foto da personagem)

Joanna da Gama. Naceo em a Villa de Viana do Alentejo de Pays nobres quais erão Manoel Casco, e Filippa da Gama. Como se visse livre do vinculo conjugal por morte de seu marido com quem fora casada anno e meyo anhelando a estado mais perfeito fundou na cidade de Evora hum Recolhimento intitulado do Salvador do Mundo onde recolhida com algumas companheiras de que erão as principaes Catherina de Aguiar, e Brites Cordeira observavão a Regra de S. Francisco sendo seus Directores os filhos d'este grande Patriarcha. Ao tempo, que esperava da benevolencia do Cardial D. Henrique estabilidade para o novo edificio foy demolido por sua ordem para mayor extensão do Collegio dos Padres Jesuitas ordenando às Recolhidas fossem viver em casa de seus parentes até lhe fundar outra habitação. Com excessivo sentimento deixou Joanna da Gama o lugar, que o seu espirito elegera para se dedicar a Deos, fallecendo a 21 de Setembro de 1586. Jaz sepultada na Igreja da Misericordia de Evora em sepultura propria. Compoz.


São poucos os historiadores que se dignam falar da literatura Joana da Gama, «por consideram uma escritora menor.» No entanto a sua obra, muito pessoal, surge num período decisivo no que diz respeito à promoção feminina em Portugal, porque nos Cancioneiros da poesia medieval não há indício nenhum da existência de mulheres poetizas, e o amor foi um tema de predilecção.

No fim do século XV as coisas vão mudando e no primeiro quarto do século XVI, modificaram-se as mentalidades da nobreza e da plebe mais instruída. As senhoras da nobreza, sobretudo as que frequentam a corte progridem, em torno das rainhas D. Leonor, mulher de D. João II, de D. Maria, esposa de D. Manuel I, e de sua filha mais nova Infanta D. Maria de Portugal- duquesa de Viseu. E, um grupo de senhoras instruídas da nova geração que pretendem ser iguais aos homens, e tratam de adquirir uma cultura humanista, chegando a estudar literatura línguas e artes, e algumas tentam viver da sua pena.

Entretanto o grande impulsionador da cultura portuguesa, Garcia de Resende (1516), não se sabendo se na cidade Lisboa ou Évora, nomeia entre cerca de 300 poetas de um Cancioneiro vinte cinco damas, salvo erro.


Joana da Gama, não era uma dama da corte nem uma mulher muito culta. Provavelmente viveu quase toda a sua vida na "província", em Évora. Mas teve a sorte de gozar de uma independência excepcional. O facto de ter vivido em Évora deu-lhe a incidência de uma grande formação. Évora deixara de ser uma Cidade provinciana, sendo muitas vezes visitada por gente da corte: Infanta D. Maria de Portugal; Cardeal-Infante D. Henrique que ali residiu depois de ter sido nomeado arcebispo, apesar de se comportar como um mecenas, favorecendo a literatura e as artes.

Uma das informações sobre a escritora é, obviamente um testamento assinado por Joana da Gama, conservado no Arquivo da Misericórdia de Évora. Tito de Noronha, que editou a obra de Joana da Gama em 1872, indica um manuscrito conservado na Biblioteca de Évora onde é qualificada como solteira, embora a aprovação do testamento diga que é viúva. Talvez Tito de Noronha não tenha visto ele próprio os documentos citados, e tenha utilizado uma transcrição incompleta. Não sendo assim, ele teria falado com certeza duma disposição particular do testamento, cujo original se perdeu.

O texto que se encontra no Arquivo do Distrito de Évora é uma cópia, com letra muito cuidada e data de 14 de Abril de 1597. Abre com esta declaração:

Em nome de Deos Amen. Saibão os que esta cedola e testamento, e ultima vontade virem como eu Joana da Gama beata por não fazer profissão e estar sempre na posse de minha fazenda posso testar della e por não saber a çerteza da hora em que nosso Sñr me querera levar desta vida prezente sendo moradora nesta çidade de Evora estando sãa e em meu perfeito juizo e entendimento temendo a morte faço e ordeno esta minha çedola e testamento nesta maneira seguinte.

A seguir, a testadora organiza as próprias exéquias, indica os legados que destina aos seus criados, enumera as herdades que possui e as rendas delas e designa como herdeira universal a sua sobrinha Isabel da Gama. Também funda uma notável instituição que se tornará efectiva depois da morte de Isabel: ordena que se pague uma renda vitalícia a três merceeiras (de mercê), mulheres de 40 a 50 anos, elegidas pela sua piedade e bons costumes pelos irmãos da Misericórdia – que também serão pagos por tal missão – a obrigação das merceeiras consiste em ouvir uma missa mensal em que rezarão pela alma da sua benfeitora. No fim, ela louva a amizade da sua sobrinha Isabel, encarregada de cumprir as suas últimas vontades.
Joana da Gama morreu a 21 de Setembro. A sobrinha sobreviveu-lhe onze anos. Só então a Santa Casa da Misericórdia, depois de ter deliberado, aceitou o legado e o cargo de organizar as Mercearias, e mandou copiar o testamento num livro em que cada merceeira devia assinar o seu compromisso. A instituição funcionou ao longo de mais de três séculos: a última merceeira assinou a 5 de Junho de 1908. Quer dizer que a fortuna de Joana da Gama foi importante, e gerida com sabedoria. 

O testamento não diz nada da filiação, da idade, das actividades literárias da testadora. Morta em 1586, deverá ter nascido por volta de 1520. É curioso que ela não fale do seu marido. Mas, segundo Barbosa, só foi casada ano e meio. Designa-se a si própria como "beata". O que é certo, é que vive em casa própria, não tem filhos, administra pessoalmente a sua fazenda.

O documento, apesar da linguagem convencional e das fórmulas oficiais, revela uma personalidade muito firme, que já se nota na declaração inicial. Se a devoção da "beata" não inspira a menor dúvida, ela manifesta uma certa ostentação, perceptível nos detalhes das exéquias, em que irão, por exemplo, doze pobres com tochas acesas. Joana da Gama é uma senhora habituada a ser obedecida. O seu modelo feminino é definido pelas virtudes de paciência, obediência e submissão. Barbosa declara que é filha de pais nobres.

Possivelmente até pertencer à família do navegador Vasco da Gama, natural do Alentejo. Tal origem familiar poderia explicar que tenha recebido uma boa educação, mas ignora-se tudo da sua formação intelectual.

A sua obra dá alguns indícios sobre a sua formação, em que a música e a leitura desempenharam um papel importante. Essa obra teve pelo menos duas edições no século XVI, ambas anónimas, ainda que Barbosa Machado a atribua formalmente a Joana da Gama. Mas nenhuma das duas edições conhecidas traz autor, lugar, editor, ou data.

Joana da Gama não podia ignorar a animação da cidade, ouvia falar dos grandes personagens, dos artistas, dos escritores, dos estudantes e professores que frequentavam a Universidade, fundada em 1558 e os jesuítas assentes em Évora, a inquisição terá considerado os poemas Joana da Gama um divertimento indigno de ser impresso ao lado de reflexões sérias, ou possivelmente registados com nome de homem. Na realidade são poucos os versos de sua autoria que nos chegaram ao nosso tempo.



Os temas dos aforismos são muito diversos. Deve ser notada a importância das rúbricas «Amor», «Discriçam», «Molher», «Pessoas diversas», «Tempo». A autora manifesta uma liberdade de tom rara na época. Quanto ao estilo, que neste género de escrita impõe brevidade e concisão, revela Joana da Gama um real talento de expressão. Ao longo da obra, o leitor pode ver que a pessoa que se dissimula atrás do nome de «freira» e pretende não saber mais que o ABC conhece porém alguns princípios da arte de escrever: revela uma predilecção pelos anacolutos, cortes sintácticos muito frequentes no discurso oral, mas que utiliza conscientemente e com acerto; tem o sentido do ritmo, das fórmulas proverbiais muitas vezes ornadas de rimas, expressa o seu pensamento habilmente, sabe renovar quando necessário um lugar-comum com uma reflexão que o transforma. Em suma, embora aquela mulher não faça alarde duma cultura humanista, como os seus contemporâneos masculinos ou as senhoras da roda da Infanta D. Maria, ela sabe aproveitar com inteligência uma instrução que, a acreditar no que diz, foi apenas sumária. De maneira espontânea ou não, escolhe as técnicas que convêm à sua sensibilidade, e os seus aforismos são muitas vezes cheios de poesia.

Dor de viver, melancolia, fugir do tempo: eis os seus temas favoritos, em que não se inclui o amor, que percorre a poesia lírica dos contemporâneos. A natureza é quase ausente, salvo num delicado vilancete. Os diálogos, em oito estrofes de oito versos, são muito interessantes, não apenas porque se inserem na tradição dos debates poéticos — as tenções medievais ou os desafios dos improvisadores do paço —, mas sobretudo porque põem em cena abstracções personificadas («Velhice», «Razão», «Sentimento», «Razão»), como no teatro medieval ou no de Gil Vicente.



Em conclusão, as tentativas literárias de Joana da Gama revelam uma sensibilidade deliberadamente feminina, que se afirma à margem das vias e das modas dirigidas pelos homens do seu tempo. Se a ausência de mestres a levou a cometer alguns erros de versificação, também lhe permitiu do mesmo modo conservar uma inspiração fresca e sincera. Uma voz modesta, sem dúvida, mas que merece ser ouvida.



 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Cavalos

O aspecto de um cavalo em términos biológicos teve a evolução do seu tamanho desde que o homem os domesticou.

Contam os antropólogos que o cavalo é descendente de uma linha evolutiva com cerca de sessenta milhões de anos, numa linhagem que parece ter-se iniciado com o Hyracohterium, um animal com cerca de 40 cm de altura
 Causas da crescente mudança do meio-ambiente na batalha do animal pela sobrevivência, e das adaptações que foram sendo necessárias durante o processo de sua evolução. Com a mudança gradual do clima, a terra se tornou mais seca, e os pântanos foram cedendo lugar a extensas planícies gramadas.

Documenta-se que: fenícios e romanos apostavam no desenvolvimento da robustez dos cavalo para puxar carros de guerra puxados por dois cavalos de lado a lado  com o mesmo poderio e velocidade, criando-os em prados frescos com bom pasto cerca dos rios – como conta a lenda de chãs d’égua.
Um pónei adulto nos tempos de hoje não supera 1,48m na sua alçada – medida da altura vertical entre o solo a as suas vertebras, segundo essa classificação actual, na antiguidade todos os cavalos eram póneis.
Na época do império romano os cavalos tinham entre 1,43m e 1,50 de alçada, essa ultima medida era muito rara, e só eram montados pelos cônsules e generais, que eram os mais importantes magistrados: comandavam o exército e pertenciam ao senado (1).

Os cavalos de raça Tarpam sobreviveu até 1850 (extinta)(2) e Przewalski (recuperada) de estrepas euroasiática tinham tapas entre 1,20m e 1,35m, eram utilizados nas guerras do tempo medieval. Transportavam os seus cavaleiros acouraçados em plena batalha, porque depois eram substituídos por cavalos mais frágeis para prosseguirem a sua marcha.

Os cavalos Mongóis no seculo XIII, começaram a ser muito cobiçados em todo o oriente pela sua velocidade e envergadura para a época com as suas alçadas entre 1,30m e 1,40m, enquanto no ocidente chegavam ao 1,65m e chegaram à Europa através dos Cruzados que viram na sua espécie uma fonte de riqueza comercial.

Só na alta idade média sem se saber a verdadeira causa do desenvolvimento das raças de cavalos, começando aparecer com maior estatura, com grande robustez para trabalhos agrícolas e para fins militares, que chegaram aos tempos de hoje com 1,82m, tendo a maior evolução desde o seculo XVII

 (2) raça Tarpam - Acredita-se que seja o antecessor do cavalo Árabe e de outros puros-sangues.
          Tarpam - 1909  extinto

                                                    Tarpam 1800

António Joaquim Marçal - Assassino da Beira


António Joaquim Marçal – 1803-1851 Vila Nova Foz de Côa

Está documentado que foi criminoso que igualou João Brandão, e que chegaram-se a conhecer em S. João de Areias quando defendiam a mesma ideologia, apesar de se constatar que Marçal teria sido mais cruel com as suas vítimas.
 Marçal era comandante de um batalhão Cabralista com vários voluntários da Villa Nova Foz de Coa, acabando por ser condecorado pelo governo com o grau de cavaleiro da Ordem militar de Cristo da torre de espada, como aconteceu também com João Brandão.
A sua quadrilha coadjuvava roubos e assassinatos com a descarada protecção do governo
Seu avô teria sido condenado à forca. O seu pai foi condenado ao degredo a África  E, António Joaquim Marçal acabou emboscado e assassinado quando viajava só sobre o seu cavalo a 11-1-1851 com quarenta oito anos. Seguia por um caminho em Farpão – Freguesia da Lousa – Moncorvo.
Seu irmão Manuel António Marçal nascido em 1819 é assassinado dez anos depois em 1861 na Venda do valle Mouronho por dois dos seus parentes, irmãos Rodrigo, e o João de Lourosa. Este ultima, João Maria da Cunha Pinto de Balsemão morto mais tarde pelo grupo de João Brandão.
O irmão mais novo João António Marçal chegou a general de brigada mas pouco se sabe a não ser que nasceu em 1808 e faleceu em 1878 em Angra do Heroísmo, nos Açores – escrito conforme Rodrigo da Fonseca Guimarães.

Os Marçais de Villa Nova de Foz Côa tinham muita má fama. Eram saqueadores, assaltavam as casas e roubavam tudo às famílias. No cemitério de Foz Côa existe uma pedra tumular onde estão vários membros dessa família, e quase todos eles foram decapitados, conforme consta das inscrições nessa pedra.

Marçal era um homem monstruoso pelo que contam as cronicas: -saqueou a Villa de Santa Comba Dão e fuzilou cinco pessoas, entre elas uma mulher que lhe fez frente cheia de prepotência. Incendiou algumas casas e lançou uma das vítimas com as pernas por ele partidas, vivo dentro da sua casa incendiada, chegando até assassinar um dos seus tios.
Não sabemos que possa haver nada de mais infame em cronicas da degradação humana Quando se afastava das suas amantes ou queria mudar para outra procurava um homem com propriedades e metia-os na cama com elas para depois os obrigar a casar e a sustenta-las com ameaças de morte, e assim acomodou as suas amantes.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Hábitos primitivos das religiosas




Hábitos primitivos das religiosas pelas “recolhidas” do convento

Túnica e escapulário de burel castanho, com uma insígnia do santíssimo sacramento no peito sobre o coração.
Cordão franciscano á cintura
Toalha branca e véu azul sobre a cabeça

Pertencia ao sumo pontífice dar o aval à construção de Mosteiros e conventos, como aprovar os estatutos das ordens, e nomear os seus fundadores

 Século XVIII – a grande fluxo de mulheres desejosas em abraçar a vida religiosa, chegaram a esperar uma década e mais para professarem e, tomarem o hábito de freiras para seguirem os rigores que a regra da ordem religiosa impunha, cumprindo fielmente todas as obrigações do seu estado. A grande quantidade que ocorria aos conventos para professar, fez com que, as irmãs mais velhas ou as que se sentiam a sua saúde debilitada, nomeavam uma das filhas de um parente interessadas em ocupar o seu lugar depois da sua morte.
Os conventos eram por vezes pequenos ou estavam completamente lotados. O factor principal seria também a incapacidade económica para suportar mais mulheres.
As filhas dos nobres eram as que melhor se instalavam nos conventos com algumas mordomias a exercerem cargos destacados: abadessa ou madre, mestra das noviças e vigária. As mais instruídas, com conhecimento na escrita, de música, e de enfermagem sendo as parteiras da população, tinham uma vida um pouco diferente das suas companheiras recolhidas, não se dedicavam à oração como estava consagrada na regra, por passarem uma parte do tempo fora do convento em assistência ao povo e aos senhores patrocinadores da ordem.

Geralmente a iniciação de um noviciado na ordem corria durante cinco meses, e sempre que uma monja troca-se de ordem tinha que professar de novo.

Documentam-se vários exemplos: senhoras da nobreza, que embora tenham professado na Ordem Terceira Franciscana, e doado alguns dos seus bens, de acordo com os seus esposo, ao Santíssimo sacramento para edificações de mosteiros, conventos, nunca fizeram vida de recolhidas, viveram com a sua família em sua casa, considerada Franciscana secular.
(Ana cordeira - documento das Clarissas do Louriçal)

Quando qualquer mulher entrava num convento, na tomada do hábito adoptava um novo nome, considerado religioso. Normalmente ficava sempre com o seu nome próprio. Havia nomes que sucediam após da morte da anterior titular. Todas exerciam com esmero a sua actividade no coro com o ofício de cantora com a voz lírica harmoniosa, mas a sua profissão religiosa era designada como todas as outras recolhidas no convento, “escrava” do Santíssimo sacramento

Mosteiro ou Monastério


Mosteiro ou Monastério é uma instituição e edifício de habitação, oração e trabalho de uma comunidade de monges ou monjas, Etimologia de origem grega  "monasterion", "monos" homem  sozinho, que se juntaram a São Bento de Núrsia, levando uma vida de completo eremitas, em Monte Cassino escreveu a sua Regra, formulou um modo de vida monástica que mudou a face da Europa. Em todos os seus detalhes, a Regra de São Bento é marcada por um espírito de equilíbrio e de discrição que possibilitou o seguimento monástico São Bento de Núrsia, nascido por volta de 480, adaptaria ainda mais o ideal monástico ao carácter ocidental e, quando- Monaquismo cristão primitivo seculo IV D.C.

monges cristãos foram eremitas, O século XII na Europa foi uma época de intensa construção de igrejas e de abadias, além das grandes catedrais góticas, que são a glória da cristandade. Ao mesmo tempo em que se deu esse progresso material, deu-se na Igreja uma renovação espiritual, às vezes estabelecendo costumes. Foi característica desse período histórico a fundação de novas ordens monásticas, como por exemplo a dos Cartuxos, fundados por São Bruno de Colônia em 1084, e a dos Cistercienses, que, pelo trabalho árduo, transformaram os terrenos agrestes e até os pântanos onde se localizavam seus mosteiros em granjas produtivas por toda a Europa. Filhos da Abadia de Cister, fundada em 1098, os cistercienses têm São Bernardo de Claraval como seu monge mais célebre. Por ter reformado a ordem de São Bento

Monasticismo (do grego monachos, uma pessoa solitária) é a prática da abdicação dos objectivos comuns dos homens em prol da prática religiosa. são seres humanos que vivem contrariados com   monges monjas que praticam o monasticismo   a viverem em  clausura monástica.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A vida sexual - seculo XII a XVII

     Em pleno seculo XVII uma mulher podia ser executada por adultério de um extremo ao outro da Europa. As relações sexuais fora do matrimónio eram ilegais, e a igreja dedicava um enorme esforço a perseguir esta prática. Era um rasgo fundamental da civilização cristã que ia adquirindo sem cessar, desde a antiguidade, cada vez em maior número de casos.
     A grande revolução assentou novas bases da cultura sexual do mundo moderno entre os meados do seculo XVII e durante todo o seculo XVIII.
A Grã-Bretanha foi o primeiro país seguindo-se França, alastrando-se por toda a Europa com uma grande quantidade de filósofos a fazerem a mudança das mentalidades, ficando só Espanha  e Portugal com as classes mais tímidas quanto às tertúlias sexuais.

      Esta tremenda mudança dá-se com um grande número de crianças concebidas fora do casamento por mulheres da nobreza que se relacionaram com monarcas e eclesiásticos, que fez com que se abolisse o castigo imputado ao adultério.
      As relações sexuais com mutuo consentimento entre homens e mulheres passaram a ser uma questão privada, e fora do alcance da lei.
     Os ingleses revolucionaram e difundiram a liberdade sexual, e vieram de seguida a publicar literatura erótica, e os pintores começaram-se a pintar corpos nus. Os filósofos e escritores franceses, Casanova, Marquês do Sade romperam os velhos preconceitos, e os tabus sexuais dos fr5anceses com escritas e poesias libertinas. Quanto a Espanha, os usos e costumes amorosos deixaram de ser tao retraídos, pelo que leva a pensar quando lê-mos alguma da sua literatura e vê-mos quadros desnudados do final do seculo XVII, mas sempre a mostrarem-se muito reservados. Portugal, era o país mais fechado. Dominado por um grande contingente de eclesiásticos que condenavam com o consentimento da monarquia, pouco interessada em assuntos pouco plausíveis. Só apos do reinado de D. Maria II e seu esposo D. Fernando com uma visão mais aberta surgem mudanças com novas filosofias e tolerância religiosa. Mudaram os hábitos, os estigmas históricos e a obrigatoriedade que a mulher era sujeita à sexualidade atípica dos monarcas vinda desde a antiguidade

     Um grande número de personalidades Britânicas e francesas romperam os preconceitos com as suas preferências sexuais, e por elas, se converteram em modelos de referência quanto ao colectivo de homossexuais e libismo, a surgirem a céu aberto à sociedade.
     Registaram-se rumores contados por alguns e agentes de autoridade que eram silenciados pelo regime do estado que não lhes interessava a divulgação; por serviçais das grandes famílias reais, e o que nenhum historiador ou escritor se atrevia a escrever para não ser acusado, começaram a desvendados factos conhecidos, e tornaram-se os impulsores da nova corrente de pensamento a ilustrar à luz o que antes havia sido escondido. Henrique III de Valóis, Federico III da Rússia, Papa Júlio III, Jacob III de Inglaterra e Cristina da Suécia, mantiveram relações platónicas abertas com pessoas do mesmo sexo, sem temor às represálias pela sua elevada posição social.